Gabão esquece Santos e homenageia Pelé com busto do Cosmos
‘Haverá talvez um melhor do que o Pelé, um semelhante a Pelé, mas um novo Pelé, é impossível’, afirma Rei do Futebol durante evento em Libreville
Pelé inaugurou com grande pompa nesta quinta-feira um busto em sua homenagem no estádio da Amizade de Libreville, que será a sede no domingo da final da Copa Africana de Nações 2012 entre Costa do Marfim e Zâmbia. O lado curioso é que a camisa usada como modelo para a estátua não foi a do Santos e muito menos a da Seleção Brasileira, mas, sim, a do Cosmos, onde Pelé atuou no fim da carreira.
Acompanhado pelo presidente gabonês, Ali Bongo Ondimba, Edson Arantes do Nascimento abraçou o busto na presença de quase todos os integrantes do governo gabonês e uma multidão de jornalistas.
Durante a inauguração, Ali Bongo ressaltou "o imenso talento" de Pelé. Logo depois, em uma rápida entrevista coletiva à imprensa, Pelé brincou a respeito das chances de um novo Pelé nascer.
- Ver nascer um novo Pelé será difícil. Haverá talvez um melhor do que o Pelé, um semelhante a Pelé, mas um novo Pelé é impossível. Meu pai e minha mãe fecharam a fábrica! - disse o tricampeão mundial (1958, 1962, 1970)
Pelé também lembrou a sua viagem à África, com uma passagem pelo Gabão, em 1967 com o Santos.
- Havia uma guerra civil na região. Nos disseram: 'Vocês não podem ir para lá, há uma guerra. É preciso ser louco.' Nós paramos em Dacar e tínhamos que jogar aqui (Libreville) e em Kinshasa. O pai do presidente (Ali Bongo) era o presidente na época (Omar Bongo). Ele disse: 'Nós vamos parar a guerra porque queremos ver Pelé.' O presidente parou a guerra. Foi fantástico, Eles pararam, nós viemos e saímos - contou o Rei.
O Santos e Pelé realizaram uma viagem pela África passando pelo Gabão (vitória por 4 a 0) e pelo Zaire, atual República Democrática do Congo (3 a 2), em junho de 1967.
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