"Cresço nos momentos difíceis"
O Santa Cruz chega à reta final da primeira fase da Série C no limite. Diante do equilíbrio no grupo, tem plenas chances de se classificar entre os quatro primeiros - atualmente é o 6º colocado, com 15 pontos, a apenas um do G4 - , mas também corre risco de rebaixamento - está a três da zona. A situação poderia estar bem mais cômoda, mas sem apresentar um bom futebol, a equipe não conquistou os resultados. Como no jogo passado, quando o Tricolor foi derrotado por 2 a 1 pelo Treze/PB.
Na ordem natural do futebol é assim: quando o time não rende em campo, a responsabilidade tem endereço certo: o treinador. Ontem pela manhã, a informação surgiu, de maneira extra-oficial: Zé Teodoro não é mais treinador do clube. A diretoria se reuniu imediatamente. A decisão de demitir o técnico não estava tomada. Mas foi cogitada, não tem como negar.
Na ordem natural do futebol é assim: quando o time não rende em campo, a responsabilidade tem endereço certo: o treinador. Ontem pela manhã, a informação surgiu, de maneira extra-oficial: Zé Teodoro não é mais treinador do clube. A diretoria se reuniu imediatamente. A decisão de demitir o técnico não estava tomada. Mas foi cogitada, não tem como negar.
Partiu do presidente Antônio Luiz Neto a decisão de dar ao treinador bicampeão pernambucano e comandante do acesso à Série C mais um voto de confiança. Ontem, ao comentar a notícia da sua saída do clube, Zé Teodoro mostrou confiança. “Sou o tipo de treinador que cresce nos momentos difíceis”. A hora de provar isso é agora.
Entrevista >> Zé Teodoro
A notícia da demissão
“Fui pego de surpresa, porque sei que aqui as coisas são decididas pelo presidente. Eles (a diretoria) me chamaram para conversar agora (ontem) à tarde (sobre) as coisas normais que discutimos e em nenhum momento falaram sobre questão de saída. Isso foi criado por pessoas que só querem conturbar o ambiente do clube. Torcida, imprensa e diretoria sabem do momento de dificuldade que estamos passando. E a nossa resposta para isso é trabalho”
Às ordens
“Particularmente, passo toda a bola para o presidente. Ele sabe o que já fiz no clube. E sabe que acreditamos que temos condições. Se eu não acreditasse no meu grupo já tinha pedido para ir embora. Treinador aprende duas coisas: o momento certo de entrar e de sair. E esse não é o momento de sair. O momento é de enfrentar a adversidade. Estar junto e não abandonar o barco. Com certeza, se o clube esperar uma decisão minha, será sempre de ficar. Hoje sou Santa Cruz mais do que muita gente aí. Vou ficar e ajudar a resolver essa situação”
Confiança na diretoria
“O meu relacionamento com a diretoria, todo mundo sabe, é o melhor possível. Meu contato maior aqui dentro é com o presidente (Antônio Luiz Neto), com o Tininho (Constantino Júnior, diretor de futebol) e o Sandro (Barbosa, assistente técnico)” – não citou o nome do diretor de futebol Albertino dos Anjos. “Quando estou no clube, visto a camisa mesmo. Sou chato, sou enjoado com algumas coisas que entendo que sejam o melhor para o clube e trago resultados”
Trabalho
“Nesse momento, precisamos da ajuda de todos. É preciso que nos deem um voto de confiança na resolução de todos os problemas. Hoje (ontem), segunda-feira, já estou aqui trabalhando. Tem muito treinador por aí que manda auxiliar. Então eu fico no Santa Cruz. E se tivesse tomado a decisão de sair seria transparente e convocaria na mesma hora uma coletiva para falar”
Críticas
“Criticar é fácil. Ajudar nos momentos difíceis é para poucos. Nesse momento é preciso ter calma, paciência e cabeça fria. É nessa hora que o vencedor aparece. Temos seis decisões pela frente e vamos enfrentá-las. Não tem ninguém desesperado aqui. Nada que venha de fora vai mudar a nossa rotina de trabalho. Acho que o resultado é que vai dizer tudo. E no futebol, quando não tem resultado, as coisas estão ruins. Quando tem, a avaliação é boa”
Erros“Temos que analisar a competição toda. Tivemos jogadores que se contundiram. Não conseguimos dar uma sequência ao time. A responsabilidade dos resultados é do treinador, eu assumo. Mas tivemos algumas dificuldades. Algumas formações que deram certo no passado não funcionaram dessa vez. Vamos continuar trabalhando. Se houve acomodação, vamos corrigir. Se for preciso trabalhar esse psicológico, vamos fazer. Voltaremos a ter aquela pegada. Aquele Santa Cruz brigador vai voltar”
Diario de Pernambuco
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