Náutico busca equilíbrio longe dos Aflitos
Números apontam que o Timbu é outro time fora do Recife
Mesmo na zona intermediária da classificação, o Náutico ainda busca o equilíbrio no Brasileirão, tanto no setor ofensivo quanto no defensivo. Depois da boa vitória sobre o Atlético-MG, os jogadores e o técnico Alexandre Gallo exaltaram o poder de marcação da equipe e lamentaram as oportunidades perdidas. O Timbu apresenta oscilação nos dois setores. A defesa é a quarta mais vazada da competição, enquanto o ataque, que é o segundo que mais finaliza entre os 20 times, fez 30 gols, tendo só o nono melhor aproveitamento, empatado com outros três times. A equipe ocupa o 12º lugar, com 31 pontos.
No que diz respeito à oscilação dentro e fora de casa, os números apontam duas equipes diferentes, apesar de manter o mesmo padrão de jogo e até atuar bem em algumas derrotas. Nos Aflitos, o Náutico levou 11 gols, contra os 29 longe do Recife. Já o ataque fez 22 em seus domínios e só oito nos estádios adversários. De acordo com o Datafolha, o Timbu só perde para o Inter em média de finalizações por partida. O Colorado chuta 13,9 e os alvirrubros 13,8.
Essa falta de constância faz do Náutico o time com o segundo pior rendimento fora de casa do Brasileirão, com apenas cinco pontos somados. Só não perde para o Palmeiras, que fez quatro. Longe dos Aflitos, o Timbu tem sofrido com os gols perdidos e as falhas individuais. Araújo e Kieza são responsáveis por quase metade dos gols alvirrubros. Cada um fez sete. No entanto, o primeiro não vive um bom momento e o segundo está a praticamente um mês fora, já que desde o jogo contra o São Paulo, no dia 15 de agosto, ele não atua uma partida completa.
O outro titular absoluto, Rhayner, ainda não marcou o seu gol. Voluntarioso, o meia-atacante tem se dedicado nos treinamentos para melhorar a finalização, mas ainda está pecando muito nesse quesito nas partidas. Já Rogério, que voltou de cirurgia, também retornou desperdiçando oportunidades. Ele poderia ter feito gols contra o Botafogo e Atlético-MG, mas falhou na hora do chute. Os outros atacantes do grupo, Kim, Rico e Romero ainda estão devendo. Dimba chegou recentemente e ainda precisa de mais cancha.
Já o sistema defensivo tem se desestruturado fora de casa, principalmente, quando o time sofre o primeiro gol e tem de se abrir para buscar o resultado. O Timbu já provou que tem poder de marcação, mas não consegue manter o mesmo nível quando tem de correr atrás do adversário. Contra o Fluminense, no Rio de Janeiro, que tem o melhor ataque da competição, com 41 gols marcados, todo o cuidado será pouco.
“Estamos jogando bem fora de casa. Só falta o resultado vir. Espero que possamos surpreender o Fluminense”, afirmou Araújo, que tem contrato com o tricolor e por isso não o enfrentará.
JC Online
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