Sport sofre da síndrome do segundo tempo
Leão tem aberto vantagem, mas tem levado muitos gols na etapa final
O Sport reagiu nas mãos de Waldemar Lemos. O time conquistou 10 dos 21 pontos disputados (47,6% de aproveitamento) com o novo treinador, acima do seu rendimento geral no Brasileirão, que é de 32%. O Leão subiu de 14 para 24 pontos na tabela de classificação e saiu da vice-lanterna para a 17ª colocação, abrindo a zona de rebaixamento. Mas a reação poderia ter sido maior caso o time não estivesse sofrendo a síndrome do segundo tempo. Contra o Internacional, no último domingo, o rubro-negro abriu 2x0 na etapa inicial, mas cedeu a igualdade na etapa final.
Na última quarta-feira, o fato já havia acontecido. O Sport jogou muito bem contra o Bahia e abriu 1x0. Porém, no segundo tempo, os baianos empataram. A cena já se repetiu outras vezes. Na partida contra o Palmeiras, no Pacaembu, o Sport levou três gols no segundo tempo e acabou perdendo por 3x1. No confronto diante do Santos, o Leão também abriu 2x0, levou um gol no segundo tempo, sofreu uma grande pressão, mas conseguiu segurar os três pontos.
O único jogo no qual o efeito foi contrário foi contra o Cruzeiro, quando o rubro-negro saiu atrás no placar, mas virou no segundo tempo, graças a um gol de Gilberto – Rithely havia empatado no primeiro tempo.
Para o meia Hugo, o desgaste físico atrapalhou o desempenho do time ante o Inter. “Fizemos um primeiro tempo muito forte contra o Inter e, visivelmente, o time estava um pouco cansado no segundo tempo. Uma coisa normal, pois a exigência nesses jogos na reta final, quarta e domingo, está sendo muito grande”, declarou Hugo.
Já o lateral-direito Cicinho fez uma análise mais ampla da situação. “Temos que olhar todas as partes. Na semana passada, o Inter jogou na quinta-feira e teve um dia a menos do que nós para recuperação. Tivemos o resultado na mão, o problema é que cometemos algumas falhas, eu mesmo tive medo de fazer gol contra no lance do segundo gol. E isso não pode mais acontecer. Todo mundo está falando na evolução do Sport e tem que ser assim até o final, sobretudo nesse próximo jogo contra o Coritiba, um confronto direto onde não podemos pensar em empate ou derrota”, alegou Cicinho.
O Sport encara o Coxa Branca domingo, na Ilha do Retiro. Os paranaenses somam 28 pontos, quatro a mais do que os leoninos.
De acordo com o preparador físico do Sport, Eduardo Batista, o time está bem fisicamente. “Estamos enfrentando uma sequência forte de jogos, entre quarta e domingo, com intervalo reduzido. E nos últimos seis jogos, fizemos atuações boas, inclusive com um jogador a menos contra o Santos. É normal um ou outro atleta cansar um pouquinho, mas nada de alarmante. Vamos trabalhar bem esta semana visando o jogo contra o Coritiba”, disse Eduardo Batista.
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