Foi por muito pouco
Náutico vencia a Ponte Preta até 29 minutos do segundo tempo, mas acabou levando a virada em três minutos
Tudo parecia caminhar para que o Náutico conseguisse a sua segunda vitória fora de casa nesta Série A. Sem vencer longe dos Aflitos há mais de três meses, o Timbu ganhava da Ponte Preta até os 29 minutos do segundo tempo. Ontem, em Campinas, o técnico Alexandre Gallo já começou dando indícios que queria voltar para o Recife com três pontos na bagagem. Escalou a sua equipe com três atacantes. Embalado por dois triunfos consecutivos, o Alvirrubro fez um primeiro tempo impecável. Desceu para os vestiários com 1 a 0 no placar. No entanto, duas bobeiras do sistema defensivo permitiram uma virada inesperada da frágil Macaca na etapa final.
Não demorou para o Náutico mostrar a ofensividade teorizada por Gallo na formação do time. Já aos quatro minutos, Douglas Santos arriscou um chute de fora da área. Ele bateu rasteiro e acertou o canto esquerdo do goleiro Edson Bastos, antes de a bola triscar no pé da trave: 1 a 0. Acuada e aparentemente desanimada, a Ponte Preta não conseguia articular as jogadas. Até tentava manter a posse de bola, mas esbarrava na marcação. Possibilitava, portanto, que o Timbu chegasse à sua barra através de contra-ataques.
Com meia hora de partida, os campineiros esboçaram uma reação. O treinador Guto Ferreira acabou acionando o lateral-direito Cicinho para uma função no meio-campo, e a Ponte começou a ter mais efetividade nas jogadas. O Náutico, porém, se segurava, contando com os erros dos paulistas no último toque. Nikão, por exemplo, furou um chute na grande área após cruzamento da esquerda de Rildo. No final do primeiro tempo, esse mesmo jogador chocou-se com Jean Rolt e pediu um pênalti, não assinalado pelo árbitro.
Virada
A segunda etapa do duelo iniciou morna. Arrefecia na proporção que o cronômetro andava. O Alvirrubro parecia contentar-se com a magra vitória. A Ponte seguia sem tanto poder ofensivo. Apelando para a individualidade, em uma das suas poucas jogadas conscientes, a Macaca empatou. Aos 28, Rildo fez de cabeça, em um lance em que a defesa timbu parou: 1 a 1. A virada veio logo em seguida. Quatro minutos depois, Souza cometeu pênalti em Luan. Desta vez, o juiz deu, e o experiente Marcinho virou o placar: 2 a 1. A partir daí, ainda com Patric expulso no finalzinho, foi o Náutico que perdeu as forças. Aos 40, teve uma chance com Reis. Mas não conseguiu fazer absolutamente mais nada na partida
Diario de Pernambuco
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