O sonho precisa continuar
Na estreia do técnico Sérgio Guedes, Sport recebe o Grêmio pensando em vencer para ganhar fôlego
Num momento em que toda ajuda é bem-vinda, a torcida rubro-negra se vê carente de um dos artifícios que mais garantiram-lhe felicidade. Dono do pior ataque da competição, o Sport marcou apenas um gol originado de bola parada neste Brasileiro. Ainda assim, em cobrança de pênalti. E é neste cenário que o Leão encara o Grêmio, às 21h, na Ilha do Retiro, em partida que marcará a estreia do técnico Sérgio Guedes.
Nem é necessário fazer muito esforço para lembrar nomes como Wellington, Fumagalli, Luizinho Neto e Marcelinho Paraíba. Isso, tomando por base apenas a história recente do clube. Durante um bom – e fértil – período, boa parte das esperanças da torcida foram depositadas nos pés destes jogadores. Hoje, entretanto, o coração rubro-negro já não acelera como antes ao ver aquele amontoado de atletas buscando espaço na área adversária enquanto a bola viaja pelo ar.
Faz um bom tempo que o Sport não marca um gol numa jogada originada em um lance de bola parada. Os últimos foram em 15 de abril, quando Bruno Aguiar escorou dois cruzamentos – um de escanteio e um de pênalti – de Marcelinho Paraíba, na vitória por 2 a 1 sobre o Santa Cruz, válido pela última rodada da primeira fase do Pernambucano. Para efeito de registro, desde então, os rubro-negros converteram as duas cobranças de pênalti que tiveram. A primeira, com o próprio Marcelinho, no primeiro jogo da semifinal do Estadual, com o Náutico. A segunda, quando Gilberto estufou a rede do Coritiba.
Bola parada
Ciente da importância de uma vitória sobre o Grêmio, o técnico Sérgio Guedes dedicou quase todo o treino de ontem ao fundamento. “A questão da bola parada só será resolvida através de muito treinamento. E eu mostrei essa preocupação ao longo da semana. Trabalhei todos os dias esse fundamento”, comentou. “A bola parada é fundamental. Tem que ser uma jogada bem trabalhada. Não sou exímio cobrador de faltas, mas sem dúvidas a gente tem que melhorar este aproveitamento. Vejo que Cicinho tem cobrado as faltas muito bem, mas infelizmente, a bola parada é outro fator que não está dando certo pra gente”, concordou o atacante Felipe Azevedo.
Diario de Pernambuco
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