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sexta-feira, 10 de maio de 2013

FUTEBOL PERNAMBUCANO - MUITO DINHEIRO


Sport e Náutico nunca tiveram tanto dinheiro em caixa. Santa Cruz é a exceção

Sport e Náutico nunca tiveram tanto dinheiro na história (arte DP)

O futebol brasileiro passou por uma revolução orçamentária na temporada passada. A renegociação das cotas de transmissão do Campeonato Brasileiro, das Séries A e B, os acordos com operadoras de arenas de norte a sul, a ampliação dos programas de sócios torcedores e as novas fórmulas de contratos de patrocínios e ações de marketing turbinaram de uma forma nunca antes vista as receitas operacionais dos clubes. O fenômeno se estendeu até Pernambuco, de modo heterogêneo.

Considerando os balanços agregados de Náutico, Sport e Santa Cruz, o número em 2011 já era considerável, com R$ 76.488.086. Em 2012 houve o grande salto. O acréscimo foi de 66,4%, chegando a R$ 127.321.458.

Apesar de o balanço dos clubes locais historicamente ser de difícil acesso, desta vez foi possível avaliar a prestação de contas dos três maiores times do estado. No mar de números, é possível enxergar a saúde financeira do clube da Ilha do Retiro, que no ano passado registrou a maior receita da história de um clube do Nordeste, com R$ 73 milhões, resultado direto de seu novo contrato com a Rede Globo, com duração até 2015. Isso corresponde a 40%.

Se até bem pouco o Rubro-negro possuía uma dívida milionária, virtualmente impagável, considerando a realidade de dez anos atrás, agora o futuro projeta o fim da dívida, com contas de curto, médio e longo prazo. No segundo ano de sua gestão, Gustavo Dubeux conseguiu um superávit de R$ 23 milhões. De fato, impressiona. Tanto quanto os resultados (não) obtidos no campo, com dois vice-campeonatos estaduais e um rebaixamento no ano seguinte ao suado acesso. Se na década de 1990 o Sport alavancou de vez sobre os rivais após a entrada no Clube dos 13, no último biênio isso não foi suficiente. E é exatamente “se virando nos 30 (milhões)” que o Santa Cruz conquistou dois títulos locais.

No Arruda, a receita operacional de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2012 foi de apenas R$ 13,1 milhões. Foi o único a sofrer uma queda, e não foi baixa (23%). A arrecadação no borderô pesou bastante para a redução. Em 2011, a agremiação coral teve três jogos com cerca de R$ 1 milhão de bilheteria (São Paulo, Sport e Treze), além da venda dos direitos econômicos do atacante Gilberto. No ano passado ninguém foi negociado e a renda na Terceira Divisão não chegou perto da Quarta Divisão. Na planilha, o único destaque foi o avanço no ganho com patrocínios e publicidade, chegando a R$ 313 mil mensais. Insuficiente para conter o avanço da dívida, que já passa de R$ 71 milhões.

Entre os dois extremos, o Náutico. Apesar de ser o único representante recifense na elite nacional, o Alvirrubro ainda não conseguiu capitalizar isso a ponto de gerar a maior receita. Mas o crescimento vem sendo gigantesco, o maior da capital. Nada menos que 113%. A permanência no Brasileirão foi vital para dar continuidade ao contrato com a televisão. Ao fim desta temporada, o Alvirrubro deverá registrar um aumento recorde na receita pela terceira vez seguida. Paralelamente a esse avanço, o Timbu não vem conseguindo conter o déficit. No biênio 2011/2012, dados negativos.


Diario de Pernambuco

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