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terça-feira, 13 de maio de 2014

SANTA CRUZ - RECONSTITUIÇÃO DO CRIME

Vasos que mataram Paulo Ricardo foram atirados do corredor do anel superior

Dois vasos sanitários foram lançados nesta segunda no Arruda durante a reconstituição

Informação foi confirmada após reconstituição do caso, que ocorreu na noite desta segunda-feira, no Arruda


Com duração de aproximadamente duas horas, foi realizada nesta segunda-feira a reconstituição do assassinato de Paulo Ricardo Gomes da Silva, acontecido no último dia 2 de maio, no Arruda. Com a encenação, a Polícia Civil conseguiu tirar algumas dúvidas ainda existentes. Contando apenas com os suspeitos Everton Felipe Santiago e Luiz Cabral de Araújo Neto, os policiais e os peritos conduziram todo o percurso feito pelos acusados no dia do crime. Da entrada até o momento da saída. O terceiro suspeito, Waldir Pessoa Firmo Júnior, não compareceu, já que seu advogado, Jurandir Alves afirmou que o seu cliente tinha o direito de "não produzir provas contra ele mesmo." Um policial fez o seu papel na reconstituição.A principal dúvida tirada pelos policiais foi o local exato de onde os dois vasos sanitários foram arremessados. Ficou comprovado que as bacias sanitárias foram jogadas do corredor do anel superior e não das arquibancadas.Por sinal, o momento do arremesso das bacias sanitárias foi o momento mais tenso da reconstituição, com vários curiosos registrando a cena com telefones celulares e gritando "assassinos" para os suspeitos. As duas bacias caíram exatamente no mesmo local onde estava Paulo Ricardo e outras três vítimas, que saíram feridas.Outra mudança com relação as informações inicialmente divulgadas foi o portão do retorno dos suspeitos.Ao contrário do que foi anteriormente divulgado, o portão pelo qual os três suspeitos retornaram ao Arruda não foi o nove, pelo qual eles deixaram o estádio, e sim o portão 10, que dá acesso diretamente ao anel superior por uma rampa. Os perítos não informaram se os suspeitos encontraram o portão aberto. A fuga se deu pelo portão 11."Ficou comprovado na reprodução simulada a possibilidade dos vasos caírem onde realmente caíram na cabeça da vítima e ferindo outras três pessoas. A reprodução foi importante para esclarecer a dinâmica dos fatos e demonstrar o percurso do crime, o que vai facilitar o trabalho dos jurados. Não houve dúvidas nem contradições", afirmou o delegado Joselito Kehrle.
Acusados lançaram os vasos sanitários e não soltaram no anel superior
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Diario de Pernambuco


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