Por que parou? Andou por quê?
Jovem já respondia a processo por porte ilegal de arma.
Everton Filipe Santiago responde por porte ilegal de arma em processo que estava parado há mais de um ano - até ontem
No começo de dezembro de 2012, Everton estava em uma festa da Inferno Coral, em uma granja no município de Olinda, quando foi pego pela Polícia Militar. “Ele estava no lugar errado, na hora errada”, tentou justificar o advogado Adelson José da Silva, que irá defender Everton Filipe no processo pelo homicídio de Paulo Ricardo. Se condenado pelos dois crimes - porte ilegal e corrupção de menores -, o acusado pode pegar até oito anos de reclusão.
O processo deu entrada no Fórum de Olinda em 10 de dezembro de 2012. E até que os primeiros trâmites foram céleres. Em 19 de fevereiro de 2013, o juiz responsável pela 1ª Vara Criminal de Olinda já havia recebido a denúncia do Ministério Público, dando início efetivo ao processo. Desde o recebimento da peça acusatória, o processo teve andamento regular, até o dia 11 de abril, quando houve uma juntada de laudo técnico. Antes disso, em março, havia sido apresentada a defesa prévia.
Parou!
Entretanto, desde 11 de abril de 2013 até ontem, 6 de maio de 2014, o processo esteve parado. Mais de um ano encostado, empilhado ao lado de outros processos. Curiosamente, no dia seguinte à sua prisão pelo assassinato de Paulo Ricardo - caso tratado como prioridade pelas autoridades locais -, o processo foi retomado.
Ontem, a reportagem do Superesportes chegou à 1ª Vara Criminal de Olinda para consultar o processo, os autos se encontravam na mesa do juiz, para que ele despachasse e, assim, fizesse com que o procedimento criminal despertasse de sua longa inércia.
Vale ressaltar, que Everton Filipe responderá ao processo de homicídio como réu primário, em que pese o seu histórico de delitos. Isso porque o simples fato de o suspeito de matar Paulo Ricardo responder um outro processo criminal, ele mantém a primariedade enquanto não for julgado condenado em um processo transitado em julgado - que não caiba mais recursos.
Everton no Cotel
A cela
Everton está numa cela de triagem, localizada perto da sala da direção. É uma questão de segurança. A direção vai observar a reação dos demais presos da unidade antes de transferi-lo para outro setor.
11 pessoas dividem a cela de Everton
As visitas
Everton conversou com três pessoas: um pastor do sistema carcerário, o diretor do presídio e o advogado.
A conversa com o pastor e o diretor
Everton conversou com os dois ao mesmo momento. Falou muito da sua mãe, dizendo que sabia ter “acabado com a vida dela”. Demonstrou arrependimento. Confessou a participação no crime, mas teria ressaltado que não atirou os vasos sanitários - ajudou a arrancá-los. Não entrou em mais detalhes.
A conversa com o advogado
Durou aproximadamente 40 minutos. Everton reforçou a informação de que participou do crime, mas ressalvou que não jogou as privadas para o lado de fora do Arruda. Também confirmou ter participado de um confronto de torcidas no ano passado, em Maceió. Por fim, revelou estar sentindo medo. “Ele está assustado. Alguns outros presos já começaram as provocações. Mas ele está em um local seguro.”
Diario de Pernambuco

Nenhum comentário:
Postar um comentário