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sábado, 10 de maio de 2014

SANTA CRUZ - SE DEFENDENDO

Santa Cruz se defende e diz que clube foi invadido por suspeitos de assassinato

Bione diz que suspeitos de assassinato também cometeram crime de invasão de propriedade

De acordo com chefe de segurança tricolor, Flávio Bione, portão pelo qual envolvidos no crime retornaram ao Arruda antes de atirarem os vasos sanitários estavam fechados


Para a diretoria do Santa Cruz, o fato dos três envolvidos no assassinato do torcedor Paulo Ricardo Gomes de Oliveira terem saído e voltado ao Arruda antes de arremessarem os dois vasos sanitários prova que o clube não pode ser responsabilizado pelo crime. De acordo com o chefe de segurança tricolor, Flávio Bione, a informação - repassada pela delegada Gleide Ângelo, responsável pelo caso -, comprova que o clube foi "invadido" pelos suspeitos. De acordo com o dirigente, o portão 9 já estava fechado, quando os três decidiram voltar para o estádio.
Vale lembrar que, ainda de acordo com a polícia, após arremessarem as bacias sanitárias, os três suspeitos saíram do Arruda pelo portão 11, o último a ser fechado e usado apenas por pessoas que estão à serviço no jogo (como ambulantes e funcionários do clube). Depois viraram à esquerda e deixaram o local passando por dentro da sede.
"Essa informação reforça a nossa tese de que o Santa Cruz foi invadido. O portão nove estava fechado. Eles podem ter entrado pulando, arrombando ou passando por uma fresta. Temos câmeras também nesse portão", disse Bione, que, no entanto, afirma não ter visto as imagens já de posse da polícia.

"Eles saíram pelo portão 11, usado para o escoamento de pessoas que estão trabalhando no jogo. Se eles tivessem retornado por esse portão, seria uma falha nossa, mas não foi o caso. O fato deles terem saído pela sede não caracteriza falha, já que eles poderiam se passar por torcedores comuns. Muitos ficam em um restaurante, ao lado da piscina, após a partida", completou Bione.
"O Santa Cruz não pode ser julgado enquanto pessoa jurídica por ação de bandidos que invadiram o seu patrimônio. Pelo contrário. Esse é mais um crime praticado por essas pessoas. O de invasão de propriedade privada", finalizou o responsável pela segurança coral.
Diario de Pernambuco

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