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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

NÁUTICO - PRA NÃO SER LEILOADO

Comandado por instituto, CT do Náutico não deve passar para nome do clube alvirrubro

Patrimônio pode vir a ser penhorado pela Justiça do Trabalho por dívidas do Náutico

A estrutura, no entanto, já é alvo de processos da Justiça do Trabalho


Assim como fez o Sport, o Náutico também utilizou a estratégia de colocar o nome do CT em nome de “torcedores” para evitar a penhora judicial. Na verdade, fez antes. As obras de construção do CT Wilson Campos se iniciaram em 1999. Desde 2001, a estrutura passou a ser propriedade do Instituto Wilson Campos e não do Clube Náutico Capibaribe. O referido instituto é administrado por uma superintendência do próprio clube. Entretanto, a Justiça do Trabalho encontrou uma forma de se defender do drible, e o CT alvirrubro já tem sido alvo processos judiciais.
Com dívidas de R$ 25 milhões (de acordo com o balanço de 2013), o Náutico responde a várias ações trabalhistas. O advogado Eduardo Souto, especializado em Direito do Trabalho e na relação laboral no esporte, explicou que a tentativa de proteção por parte dos clubes vai começar a cair. “A Justiça tem mecanismos de investigação. Por exemplo, convênio junto à Receita Federal, para chegar ao real comprador do bem”, disse. Até mesmo a imprensa ajuda na situação. “Quando os clubes adquirem um CT, por exemplo, eles mesmo falam na imprensa. Sendo, pelo menos, um indício. Aí, cabe ao advogado ir atrás da documentação que comprove”, esclareceu.
De acordo com o especialista, o CT Wilson Campos já responde solidariamente (ou seja, está sendo processado na mesma ação) ao Náutico em processos trabalhistas. Em breve, portanto, este patrimônio pode vir a ser penhorado pela Justiça do Trabalho. Porém, de acordo com Daniel Hazin, superintendente do CT do Náutico, não é apenas a proteção do patrimônio contra eventuais penhoras e leilões que faz com que o CT alvirrubro pertença ao Instituto Wilson Campos.
“Quando o instituto foi criado, em 2001, a intenção inicial era de proteger o patrimônio do clube de dívidas trabalhistas”, afirmou o dirigente. Porém, hoje, esta não é a única razão. “Também conseguimos outros benefícios previstos em lei para clubes formadores. São recursos que só podem ser usados na formação, então essa divisão deixa tudo mais transparente”, justificou. Dentre as possíveis fontes de recursos que o Náutico pode obter através do Instituto Wilson Campos estão os estabelecidos em leis como a Rouanet e a da incentivos ao esporte.

CT Wilson Campos
1999
início das construções
54
hectares
5
campos oficiais
1
hotel
Outras estruturas
Salão de jogos, academia, auditório com 56 assentos, sala de fisioterapia, sala de imprensa, cozinha industrial e refeitório.


Diario de Pernambuco

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