Filho de Cerveró: Delcídio blefou com nome de Dilma
Filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, Bernardo Cerveró afirmou aos procuradores da Lava Jato que o senador Delcídio do Amaral prometeu ajuda da presidente Dilma Rousseff para a tirar seu pai da prisão.
A declaração está em depoimento prestado por Bernardo no último dia 19, que foi obtido pela TV Globo e confirmado pela Folha.
Ator de teatro, Bernardo foi o pivô da prisão de Delcídio e do banqueiro André Esteves ao gravar uma conversa em que discutia com o petista o pagamento de uma mesada para a família em troca do silêncio do ex-diretor da Petrobras e até um plano de fuga de Cerveró para a Espanha.
Segundo o relato de Bernardo aos investigadores da Lava Jato, a presidente Dilma ajudaria "por filantropia ou porque a água chegou até o pescoço".
No depoimento, Bernardo afirmou ter interpretado que a citação a Dilma, assim como a ministros do Supremo Tribunal Federal, como "blefe" do senador.
Para Bernardo, 95% dos comentários de Delcídio eram "blefes" porque o senador não apresentava detalhes como local da conversa, contexto e informações minuciosas. Os detalhes, no entanto, são mais numerosos quando o senador dizia falar em nome do banqueiro André Esteves.
A tese do "blefe" de Delcídio quando se referia a Dilma tornou-se crível aos olhos da Procuradoria-Geral da República porque não há indícios de que o senador tenha, de fato, tratado da libertação de Cerveró com a presidente.
Os quatro ministros do STF citados por Delcídio na conversa gravada por Bernardo-Teori Zavascki, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Luiz Edson Facchin -negaram categoricamente terem tratado de um possível habeas corpus para Cerveró ou de anulação de atos da Operação Lava Jato.
Da Folha de S.Paulo

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