Janot avisa a deputados que está de olho em Cunha
O procurador geral da República, Rodrigo Janot disse nesta quinta-feira (3/12) aos deputados da cúpula do Conselho de Ética que "está acompanhando" as supostas ações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para atrapalhar o trâmite de seu processo de cassação. No entanto, segundo os parlamentares, não foi tratado na conversa um possível pedido de afastamento de Cunha do cargo.
Eduardo Cunha decidiu deflagrar o processo de impeachment contra a presidente depois de detectar sinais de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, poderia pedir ainda nesta semana ao Supremo Tribunal Federal o afastamento dele da presidência da Casa. Cunha acha que agora Janot fica de mãos atadas.
A estratégia dos defensores do mandato de Dilma é alegar no Supremo que não há justa causa para o impeachment e que o presidente da Câmara teria cometido desvio de finalidade ao abrir o processo. Segundo o advogado Flávio Caetano, Cunha não poderia ter instaurado o processo por causa das pedaladas fiscais do ano passado. Para ele, a presidente só poderia ser processada por crime de responsabilidade no decorrer do atual mandato, e as pedaladas ocorreram em 2014.
por Magno Martins

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