Delegado aponta dois crimes no caso João Paulo
Crime de injúria e ameaça. É o que caracteriza o caso de agressão ao candidato a prefeito João Paulo pelo economista Bruno de Carli Farias. A afirmação é do delegado Joel Venâncio que recebeu os dois personagens no episódio, ocorrido nesta quinta-feira (8), no shopping Rio Mar. Ambos foram depor na Delegacia de Boa Viagem.
“Eu mandei lavrar um Termo Circunstanciado de Ocorrência porque ficou caracterizado dois crimes: o crime de injuria e o crime de ameaça. O senhor Bruno, eu ouvi os dois, além das filmagens que foram feitas do pessoal que acompanhava João Paulo, e também estou solicitando imagens do shopping e do restaurante”, disse Venâncio.
Segundo o delegado, o economista justificou o ato de agressão por “ter ódio do PT”. “Ele admitiu aqui, chamou de canalha e ladrão, posteriormente parte para cima de João Paulo e disse que iria dar-lhe uma bofetada. Isso tudo ele confessou aqui na minha presença”, relatou.
Ele explicou que o caso deve ser levado para o juizado especial e provavelmente será realizada uma audiência de conciliação. “Se não houver uma conciliação haverá uma proposta de transação penal, que é a aceitação imediata de uma pena restritiva de direitos. Se seu Bruno aceitar o processo fica ali mesmo, se não aceitar ai caberá o Ministério Publico o crime de ameaça e oferecer a denúncia no crime de injúria. Cabe a defesa de João Paulo fazer queixa-crime, porque é um crime de ação privada”, argumentou.
O delegado confirmou que Bruno de Carli disse que tinha um dossiê contra João Paulo, mas só iria apresentá-lo em um momento oportuno. “Não sei se realmente existe esse dossiê”, disse.
“Porque é a pessoa que confessa que chamou o outro de ladrão, canalha, disse que iria dar uma bofetada e parte pra cima, essa pessoa não está ciente da realidade”, finalizou Venâncio.
Do Blog da Folha

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