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sábado, 10 de setembro de 2016

SPORT - REBATENDO AS CRÍTICAS

Oswaldo rebate críticas: "Lutar com as armas que estou lutando tem que ser reconhecido"

Oswaldo de Oliveira garantiu estar muito tranquilo com relação a uma possível pressão por sua demissão

Para treinador, falta bom senso a quem questiona o seu trabalho no Sport


Contratado no final de abril para substituir o demitido Paulo Roberto Falcão, o técnico Oswaldo de Oliveira assumiu o Sport às vésperas das finais do Campeonato Pernambucano. Não conseguiu o título, perdido para o Santa Cruz, e reencontra o rival, no próximo domingo, com 36% de aproveitamento à frente da equipe. Fruto de 12 derrotas, oito empates e apenas sete vitórias. Desempenho que começa a render críticas ao treinador. Questionamentos injustos, na visão do próprio Oswaldo.
Nesta sexta-feira, o treinador deu uma longa entrevista coletiva de 27 minutos, na sala de imprensa da Ilha do Retiro. E boa parte desse tempo foi para rebater os questionamentos ao seu trabalho. Segundo o treinador, falta bom senso ao analisar seu desempenho à frente do Sport. E para se defender, Oswaldo também partiu para o ataque. No caso, ao planejamento feito pelo clube para a temporada.
"Acho que isso é uma falta de bom senso. Porque quem critica tem que estar vendo tudo o que está acontecendo aqui desde o início. Eu estou absolutamente tranquilo com o que estou fazendo. Acho que meu trabalho no Sport tem que ser enaltecido. Lutar com as armas que estou lutando tem que ser reconhecido, principalmente por quem está aqui vendo tudo o que aconteceu na história recente do clube. As contratações que foram feitas. Enfim, tudo que aconteceu teria que ser levado em consideração para isentar o meu trabalho dessas críticas. Acho que elas não fazem o menor sentido", detonou.
O treinador também rebateu o argumento de que demora a mexer na equipe durante os jogos. Para ele, tudo faz parte da análise das partidas. "Não acho que demoro para mexer. Se não estou mexendo é porque não acho que estou demorando. Se eu tivesse o Ibrahimovic eu mexeria rápido. Isso é questão de ponto de vista. Muitas vezes quem está lá em cima, analisa sem os detalhes do trabalho que é feito durante a semana. E quando termina, vai para casa, coloca a cabeça no travesseiro e sonha com o que quiser porque não está vivenciando o que a gente está vivendo aqui, com departamento médico e outras demandas", afirmou.
Por fim, o comandante rubro-negro garantiu estar muito tranquilo com relação a uma possível pressão por sua demissão. E voltou a taxar como precipitada uma avaliação sobre o seu trabalho no clube. "Acho que uma avaliação é quando se tem princípio, meio e fim. Não vou me autoavaliar. Não tenho essa ousadia. Estou trabalhando com determinação e dignidade como faço sempre. A nossa equipe tem coisas boas e ruins. Prefiro ignorar esse tipo de imediatismo e dar continuidade ao trabalho, sem me preocupar com autoavaliação."

Diario de Pernambuco

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