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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

SANTA CRUZ - SOLIDARIEDADE TOTAL

Danny Morais se solidariza com funcionários do Santa Cruz: "Briga que a gente tem que comprar"

"A gente não pode deixar de maneira nenhuma esse pessoal sozinho", disse Danny Morais

Alguns trabalhadores estão há seis meses sem salários; zagueiro é um dos atletas do elenco que ajuda com dinheiro ou doações para amenizar crise dentro do Arruda


Muitos dos jogadores do Santa Cruz não estão alheios às dificuldades vividas pelos funcionários do clube, alguns sem receber salários agora há seis meses. Danny Morais, por exemplo, solidarizou-se a eles. Um dos líderes do elenco tricolor, o zagueiro afirmou que os atletas têm que abraçar a causa dos trabalhadores, que, na última sexta-feira, não tiveram pagos vales paliativos de R$ 500 prometidos pela diretoria e sinalizaram para uma nova greve nesta quarta-feira caso a situação não seja minimamente solucionada.

Danny Morais é um dos jogadores do Santa que mais ajuda financeiramente os trabalhadores mais necessitados, seja com dinheiro ou doações de materiais do clube. “É uma briga que a gente tem que comprar. A força dos funcionários são os jogadores. A força do clube são os jogadores. A gente não pode deixar de maneira nenhuma esse pessoal sozinho. A nossa briga é por um clube melhor, por resultados, mas é muito maior que dentro de campo”, disse o defensor.

Atualmente, a folha salarial com o administrativo do Santa Cruz está em R$ 175.878,00. Já a dos os trabalhadores ligados ao futebol (da cozinha, lavanderia, manutenção do gramado, comissões e analistas de desempenho) é bem maior: R$ 337.527,00. Há ainda outros R$ 82.140,00, referentes aos colaboradores das categorias de base e do futebol de salão. A folha do jogadores, por sua vez, gira em torno de R$ 1,3 milhão.

Com dois meses de atrasos nos salários, os atletas também têm sofrido pela falta de pagamento. Recentemente, embora com contrato vigente com o Santa Cruz, o volante Derley já não assegura se permanece no TricolorO zagueiro Luan Peres também destacou a dificuldade financeira para pagar o aluguel do seu apartamento e chegou a consultar o interino Adriano Teixeira para saber se seria viável seguir no Arruda em 2017.




Diario de Pernambuco

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