Reserva de Tiago Cardoso, Jeferson fala sobre paciência e conhecimento acumulado
Jeferson ressaltou a importância de ter trabalhado com Júlio César e de estar ao lado de Tiago Cardoso
Goleiro não joga como titular desde 2013, mas não demonstra ansiedade
Quando Dado Cavalcanti foi contratado, uma difícil decisão foi colocada nas suas mãos. Ele teve que opiniar entre a permanência de Júlio César ou a contratação de Tiago Cardoso. A decisão teria que ser tomada baseada também na situação dos reservas, já que nenhum outro goleiro seria contratado. O time teria como substitutos imediatos os pratas da casa Jeferson, Bruno e Sérgio. Ao que tudo indica, Jeferson é o reserva imediato de Tiago Cardoso, situação bem diferente dos últimos anos.
Tanto em 2015 como em 2016, Jeferson não teve a chance de ser a sombra de Júlio César. Tinha Rodolpho à sua frente. Situação que ele sabia que era bem complicada para ter uma oportunidade. “Tudo o que o jogador da base quer é estar inserido no profissional. Ano passado, estava como terceiro goleiro e a dificuldade era maior. Quando você é o segundo, pode entrar por conta de lesão ou cartão. Essa oportunidade nos deixa feliz. Nos motiva mais”, explicou.
Mesmo sendo o mais cotado para substituir Tiago Cardoso, caso o titular não tenha condição de jogo em algum momento da temporada, Jeferson sabe que não ocupará o posto do dia para a noite. Sabe, como ninguém, que é preciso paciência. Lição que aprendeu com os mais experientes. “A vida do goleiro é muita paciência. Às vezes a gente espera três, quatro, cinco anos para ter a oportunidade. Sei da história do Tiago e a do Júlio também e vou esperar a minha chance”, falou o goleiro que foi titular no Náutico há três anos. “Joguei em 2013 com o Gallo e tive essa oportunidade. Foram três jogos. Em conversas com o Júlio César, ele contou que estreou no Corinthians e só jogou após três anos. Tem que ter paciência e esperar mesmo”, comentou.
Aprendizado
Trabalhando com jogadores bem mais experientes como Tiago Cardoso e Júlio César, Jeferson contou que os dois têm muitas semelhanças e tem tentado absorver o máximo nessas experiências. “Acho que o Tiago e o Júlio são bem parecidos como profissionais e como pessoas. Para mim, isso só vem a somar. O Tiago foi vencedor no Santa Cruz e o Júlio no Corinthians. É muito bom trabalhar com jogadores assim, com experiência”.
Diario de Pernambuco

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