Em busca do primeiro título como técnico, Roger Silva defende planejamento e aposta na "grandeza do Sport" para final
Treinador avalia diferença de experiência para o adversário, justifica o uso da base no início do Estadual e demonstra confiança para a decisão de domingo.
Em busca do primeiro título na sua curta carreira como treinador, Roger Silva tem um desafio difícil pela frente. No duelo entre Sport e Náutico, na final do Campeonato Pernambucano de 2026, o técnico rubro-negro enfrenta Hélio dos Anjos, já campeão do troféu em quatro ocasiões, em 2021 com o Timbu e 1996, 1997 e 2003 pelo Leão da Ilha.
O treinador do Sport classificou como um 'privilégio' enfrentar Hélio numa decisão.
"É um privilégio para mim, tão jovem, há 5 anos na função, poder enfrentar um treinador do tamanho, da grandeza dele. E ter que quebrar a minha cabeça, dormir pouco esses dias para buscar realmente uma surpresa", afirmou Roger em entrevista coletiva concedida na sede da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), nesta quinta-feira (26), antes do primeiro jogo da final, que será realizado neste domingo (1º).
A diferença no Clássico dos Clássicos não fica evidente apenas na experiência no banco de reservas, como destaca Roger. O treinador afirma que o Sport ainda passa por uma fase de reconstrução, após o rebaixamento da Série A do Brasileirão em 2025, enquanto o Náutico manteve Hélio dos Anjos após a conquista do acesso para a Série B na temporada passada.
"Não tem como você montar uma equipe extremamente potente em 50 sessões de treino. Existe uma diferença grande de trabalho. O Náutico tem um trabalho de 9, 10 meses e o Sport tem um trabalho de 50 dias", pontuou Roger.
O título diante do Náutico seria um grande passo na reconstrução pela qual o Sport passa. Entre algumas saídas e chegadas no elenco, o Sport não perde desde a goleada sofrida contra o Náutico por 4 a 0, quando a equipe sub-20 ainda disputava o Campeonato Pernambucano.
Desde então, com Roger Silva no comando, são cinco vitórias e um empate em seis jogos. Neste período, o Sport marcou 15 gols e sofreu cinco. Para o treinador, o desempenho da equipe é fruto do planejamento montado no início do ano.
O começo do Campeonato Pernambucano, incluindo a goleada sofrida diante do Timbu com a equipe sub-20, foi tema de debate entre torcedores do Sport. Mas, para Roger, a escolha foi justificada
"Tivemos que abrir mão de quatro, três rodadas. E acho que essas escolhas hoje foram assertivas. Nós traçamos um plano de quando estrear, termos o mínimo de tempo para a gente montar uma equipe competitiva, com um pouco de ideias, uma parte física mais perto daquilo que a gente entende que seria o ideal para aquele momento", ressaltou.
Chegar à final do Campeonato Pernambucano, em meio à reconstrução no Sport, para o treinador rubro-negro, reflete a grandeza do clube."O Sport é grande de qualquer jeito. A história diz isso: se estrutura, recomeça de novo, faz uma final e vem para vencer", afirmou. "Mas o que vai nos levar a essa vitória, com certeza, é toda a história que reflete o clube, a sua grandeza e o nosso torcedor", completou.
Igor Fonseca

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