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sábado, 28 de fevereiro de 2026

PRAZO DE 5 DIAS

Viana cobra Coaf sobre quebra de sigilo de Lulinha

Senador Carlos Viana (Podemos-MG) - Foto: Andressa Anholete Ag Senado

Após votação simbólica marcada por tumultos em comissão, base do governo busca anulação da votação


O senador Carlos Viana (Podemos-MG), que presidente da CPMI do INSS, informou nesta sexta-feira (27) que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) já foi notificado sobre a quebra do sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República. A medida, ratificada em uma reunião marcada por forte tensão e divergências na quinta-feira (26), estipula um período de cinco dias para que os dados solicitados sejam entregues ao colegiado.

A rapidez do comunicado surpreendeu a base de apoio ao governo, que trabalhava com a expectativa de um trâmite administrativo de até três semanas. Esse intervalo seria estratégico para permitir que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), analisasse pedidos de anulação da sessão.

Viana, entretanto, assegurou a eficiência do rito:

“Todos os requerimentos aprovados foram formalizados e encaminhados ainda ontem (quinta-feira, 26), sem qualquer atraso ou postergação. A CPMI cumpre rigorosamente suas decisões e seguirá executando cada medida aprovada pelo colegiado, com transparência, responsabilidade e estrita observância legal."

Além do foco em Lulinha, a comissão aprovou solicitações que atingem Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, ex-parlamentares, suspeitos de fraudes em descontos de associações investigados pela Polícia Federal e a empresária Leila Pereira, presidente do Palmeiras. No entanto, o avanço sobre os dados fiscais e bancários do filho do presidente Lula permanece como o ponto de maior atrito político.

A aprovação ocorreu por meio de votação simbólica, método duramente questionado pelos governistas e que resultou em confronto físico na sala da comissão, levando à interrupção da transmissão oficial pela TV Senado. O episódio registrou empurra-empurra entre parlamentares e a intervenção da Polícia Legislativa, com destaque para a discussão acalorada entre os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Evair Vieira de Melo (PP-ES).

Em resposta, a ala governista protocolou um recurso formal junto à presidência do Senado buscando invalidar o resultado. O grupo alega que a contagem visual no momento da votação indicava 14 votos contrários à quebra de sigilo entre os 21 membros presentes. Carlos Viana rebateu o argumento, sustentando que apenas sete desses parlamentares eram titulares com direito a voto válido, o que legitimaria a vitória da oposição.

Davi Alcolumbre manteve uma postura neutra durante a audiência de emergência com os senadores da base. Em nota oficial, o gabinete da presidência do Senado confirmou que recebeu parlamentares que denunciaram suposta fraude no processo e reiterou que “é um direito dos senadores recorrer à presidência e, quando o pedido chegar, o presidente analisará se é cabível ou não”.

Juan Araujo

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