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domingo, 12 de julho de 2026

CONDENAÇÃO

'Boneca do Mal' e 'Gatinha do Mal' são condenadas por matar jovem em Vitória de Santo Antão

Maryane Izabelle da Silva Santos foi morta em Vitória de Santo Antão com um golpe de faca (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Júri Popular de Vitória de Santo Antão fixou penas de 19 e 17 anos de prisão. Crime foi motivado por desentendimento iniciado nas redes sociais, segundo a investigação


O Tribunal do Júri de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata de Pernambuco, condenou na sexta-feira (10) Thaíssa da Silva Maximiano, conhecida como "Boneca do Mal", e Larissa, conhecida como "Gatinha do Mal", pelo assassinato de Maryane Izabelle da Silva Santos, de 22 anos.

O crime ocorreu em 8 de junho de 2025 e, segundo a Polícia Civil, teve origem em um desentendimento iniciado nas redes sociais. Thaíssa foi sentenciada a 19 anos de prisão, enquanto Larissa recebeu pena de 17 anos de reclusão. Ambas respondiam por homicídio qualificado.

Durante o julgamento, a defesa sustentou que não havia provas materiais suficientes para comprovar a autoria do crime. Os advogados alegaram que a investigação não reuniu elementos capazes de responsabilizar as acusadas e defenderam que os depoimentos colhidos ao longo do processo, por si só, não justificariam uma condenação.

Após os debates entre acusação e defesa, no entanto, o Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e decidiu pela condenação dos dois réus.

Discussão terminou em morte

De acordo com a investigação da Polícia Civil, Mariane Isabelle e Thaíssa eram amigas desde a infância. A relação teria se deteriorado após trocas de acusações e publicações em redes sociais.

No dia do crime, a vítima foi até a residência de Thaíssa para tirar satisfações sobre uma postagem. No local, também estava Larissa. Conforme a denúncia do Ministério Público, durante a discussão Larissa entregou uma faca a Thaíssa, que desferiu um golpe nas costas de Mariane.

A jovem chegou a ser socorrida pelo ex-companheiro e levada ao Hospital João Murilo de Oliveira, em Vitória de Santo Antão, mas não resistiu aos ferimentos.

Durante o julgamento, o Ministério Público defendeu que ambas atuaram para o homicídio, ainda que apenas uma delas tenha desferido o golpe.

Segundo a acusação, a participação de Larissa consistiu em fornecer a faca utilizada no crime e impedir a intervenção do ex-companheiro da vítima durante a briga. O MPPE sustentou que todos aqueles que contribuem para a prática do delito respondem pelo crime na medida de sua participação.

Após o homicídio, Thaíssa foi presa em flagrante. Em depoimento, atribuiu a autoria do crime a Larissa. Presa no dia seguinte, ela também negou responsabilidade e afirmou que o golpe teria sido desferido pela amiga.

As duas permaneceram presas preventivamente desde junho de 2025 até o julgamento realizado nesta sexta-feira.


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