Jovem atacada por tubarão em Boa Viagem faz apelo por doações para comprar prótese
Marcela Vitória, de 19 anos, afirma que precisa do equipamento para voltar a estudar, trabalhar e retomar a rotina. Campanha também busca custear fisioterapia, tratamento e outras despesas da reabilitação.
Mais de um mês após perder a perna direita em um ataque de tubarão na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, a estudante de Marcela Vitória de Lima dos Santos, de 19 anos, voltou a pedir apoio da população para dar continuidade ao tratamento. Em um vídeo divulgado nas redes sociais nesta semana, a jovem reforçou a campanha de arrecadação criada para custear a compra de uma prótese e as despesas da reabilitação.
Internada no Hospital da Restauração desde o acidente, ocorrido em 1º de junho, Marcela afirmou que ainda aguarda uma nova cirurgia, mas destacou que tem apresentado boa evolução clínica.
“Eu ainda estou aguardando a minha próxima cirurgia, então ainda estou no hospital. Mas, mesmo com altos e baixos, eu venho me recuperando muito bem. Os médicos me dizem isso, então está tudo bem comigo.”
No vídeo, a estudante explica que a prótese será indispensável para que possa reconstruir a rotina interrompida pelo acidente. Ela afirma que o equipamento permitirá voltar aos estudos, ao trabalho e às atividades que fazia antes do ataque.
“Eu preciso da minha prótese para poder voltar a fazer minhas atividades, como trabalhar, estudar, o que eu fazia antes, retomar minha vida normal. E eu peço a ajuda de vocês. Quem não puder doar, que compartilhe bastante, porque isso vai me ajudar muito.”
A campanha foi organizada por amigos e pessoas próximas da família para ajudar a enfrentar os custos gerados pelo tratamento. Além da aquisição da prótese, os recursos arrecadados serão destinados às despesas após a alta hospitalar, como medicamentos, sessões de fisioterapia, acompanhamento psicológico, transporte para consultas médicas e adaptações necessárias para a nova realidade da estudante.
O valor ainda servirá para auxiliar a família durante o período de recuperação. Ao final da mensagem, Marcela agradeceu pelas manifestações de solidariedade que tem recebido desde o dia do ataque.
“Agradeço primeiramente a Deus, à minha faculdade, aos meus amigos, familiares e às pessoas que nem me conhecem, mas enviam mensagens positivas. Eu leio todas elas. Muito obrigada. Que Deus abençoe todos nós.”
As contribuições podem ser feitas por meio da chave Pix 6161140@vakinha.com.br ou diretamente pela plataforma Vakinha.
Relembre o caso
Marcela Vitória foi atacada por um tubarão-tigre na tarde de 1º de junho, enquanto estava no mar da Praia de Boa Viagem. O animal atingiu a perna direita da estudante, que recebeu os primeiros socorros ainda na faixa de areia de guarda-vidas, banhistas e do médico mineiro Mike Andrade, que estava no local no momento do incidente.
Inicialmente, ela foi encaminhada ao Hospital Alfa, em Boa Viagem, e, posteriormente, transferida para o Hospital da Restauração, onde permanece internada. Em decorrência da gravidade dos ferimentos, a perna direita precisou ser amputada.
O caso aconteceu um dia após outro ataque registrado no Grande Recife, quando um menino de 11 anos foi mordido por um tubarão na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes.
Segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), o ataque sofrido por Marcela foi o 84º registrado no litoral pernambucano desde o início da série histórica, em 1992. Também foi o 25º caso contabilizado em Boa Viagem, praia que concentra o maior número de ocorrências no estado. Antes desse episódio, o último ataque registrado no local havia ocorrido em 2013.

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