Brasil com cara de Pernambuco massacra Guatemala
Pernambucano José Marcos marca 14 pontos nos 95x20 da seleção brasileira em cadeira de rodas sobre a Guatemala
Carlyle Paes Barreto
Guadalajara
Quando a seleção brasileira tornou-se campeã mundial em 1970, fazendo com que quase todos os mexicanos vibrassem como se o título fosse também deles, José Marcos acabara de nascer. Nesta segunda-feira, o jogador mais velho da seleção brasileira de basquete em cadeiras de rodas sentiu um pouco o calor humano que o time de Pelé, Garrincha, Tostão e Rivelino recebeu, há 41 anos. Ao deixar a quadra do Domo Code, em Guadalajara, na estreia dos Jogos Parapan-Americanos, o pernambucano foi bastante cumprimentado pelos 14 pontos que marcou na vitória sobre a Guatemala, por 95x20.
Não só José Marcos, conhecido por Pipoka, referência ao ex-pivô da seleção brasileira de basquete convencional. Todo time brasileiro ganhou carinho especial. Desde os estudantes que lotaram o ginásio, aos voluntários que participam da festa.
Em quadra, o Brasil não deu trégua aos guatemaltecos. Com sete pernambucanos na equipe, só não chegou aos 100 pontos por um pedido da técnica, a pernambucana Fátima Fernandes. "No último quarto, pedi que eles arremessassem mais de longa distância. Até para treinar", explicou, já prevendo uma marcação mais fechada no jogo de hoje, contra a Argentina.
O cestinha brasileiro foi Leandro, com 15 pontos. Mas quase todo time pontuou. Para se ter ideia da fragilidade do adversário, o primeiro tempo terminou com 53x4 para o Brasil. No final, partida em ritmo de treinamento.
Outra pernambucana que brilhou ontem foi Natália Mayara, de 17 anos. Ela venceu a mexicana Elga Belmont em sua estreia no tênis em cadeiras de rodas por dois sets a zero, parciais de 6/4 e 6/1. Nesta terça-feira, enfrenta a norte-americana Amy Kaiser, buscando uma vaga nas quartas de final.
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