Rostos novos no handebol nacional
Francyele Marçal, Marcella Ferreira e Jade Andrade trouxeram as medalhas de ouro para o Estado
JC Online
Das 16 medalhas de ouro entregues à seleção juvenil feminina de handebol pela conquista do Pan-Americano de Santiago, no último final de semana, três chegaram ao Estado nas bagagens de Francyele Marçal, Marcella Ferreira e Jade Andrade. Foi a primeira convocação das pernambucanas, que ajudaram o Brasil a conquistar nada menos que seu nono título no campeonato.
As meninas, que praticam o esporte há quase oito anos, foram selecionadas a partir de suas atuações no Brasileiro Juvenil de Clubes, no ano passado. As atletas do Clube Português/Aeso foram chamadas para participar, com mais 29 jogadoras, de três etapas para a escolha do elenco nacional.
No final de abril, veio a confirmação da convocação. “Apesar da expectativa positiva, foi uma surpresa. Fiquei muito feliz por realizar um sonho”, conta a ponta direita Francyele, de 17 anos.
Invictas, as brasileiras bateram o Uruguai, Paraguai, Canadá, Chile e Argentina. “O confronto com as uruguaias foi o mais difícil. Era a nossa primeira partida, estávamos nervosas e o frio e o ar seco atrapalharam muito”, revela Jade, de 18 anos. A ponta esquerda se destacou em 2011 e foi chamada para integrar a equipe lusa nesta temporada. “Mais concentradas, soubemos administrar os resultados”, completa.
Foi a primeira vez que as atletas viajaram para fora do País em um campeonato da modalidade. “Nós quase não saímos para conhecer a cidade. Só pudemos passear no shopping quando nosso primeiro lugar já estava garantido”, afirma Francyele.
Para Marcella, que presta vestibular para química industrial no final do ano, a paixão pelo handebol não atrapalha nos estudos. “Perdi algumas aulas por conta da viagem, mas consigo recuperar se me esforçar”, diz. “Foi um grande reconhecimento. Afinal, nós estávamos entre as 16 melhores do Brasil”, finaliza a central.
Além da conquista da competição, o Brasil se classificou para o Mundial de Montenegro, em agosto. Agora, as meninas estão na torcida para que sejam novamente chamadas para representar o País na disputa. “Acredito na nossa convocação, já que o time todo foi bem. Como o handebol é um esporte de equipe, o fato de estarmos entrosadas conta muito na decisão”, ressalta Jade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário