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sábado, 15 de outubro de 2016

ELEIÇÕES 2016 - JABOATÃO EM EBULIÇÃO

“Caixa de Pandora” agita Jaboatão 

Faltando 15 dias para as eleições de segundo turno, uma operação da Polícia Civil de Pernambuco em Jaboatão, deflagrada ontem pela manhã, tende a provocar efeitos colaterais nas urnas de onde sairão os votos que definirão o novo prefeito do município.  Tendo como pano de fundo desarticular um suposto esquema de corrupção na Câmara de Vereadores, um dos mandados pegou o candidato do PDT, Manoel Neco, ex-presidente da Casa. 
Ao todo, foram cumpridos 48 mandados de busca e apreensão domiciliar. Desse total, 19 foram realizados em endereços dos integrantes do Legislativo. A Câmara tem 27 parlamentares. Esta é a 27ª Operação de Repressão Qualificada deste ano, denominada ‘Caixa de Pandora’. Segundo a corporação, os suspeitos teriam praticado os crimes de peculato -- crime por meio do qual um funcionário público se utiliza do cargo que exerce para obter algum benefício --, abandono de cargo público, falsificação de documentos e associação criminosa.
Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela juíza da 2ª Vara Criminal de Jaboatão. Dos 48, 19 foram cumpridos em endereços de vereadores. Participaram da operação 354 policiais civis, incluindo delegados, agentes e escrivães. A ação, coordenada pela Diretoria Integrada Especializada (Diresp) e pela Gerência de Controle Operacional Especializada (GCOE), foi supervisionada pela Chefia da Polícia Civil. 
A investigação teve início há cinco meses e o material apreendido foi levado ao Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), no bairro de Afogados, Zona Oeste do Recife. Pego em casa no momento em que concedida uma entrevista de rádio ao programa de Edvaldo Morais, na Rádio Folha, Neco reagiu assim: "Caí da cama. Minha casa é aberta para todos. Arrombaram minha casa e estou aqui com mais de cinquenta policiais cercando a minha casa, a minha rua. Vai ser a maneira de eu provar ao povo pernambucano que não devo nada na vida", afirmou. 
E acrescentou: "Estou proibido de entrar no meu quarto, ainda não lavei o rosto, minha esposa está aqui chorando copiosamente". Um dos advogados do candidato, Joaquim Barreto, acredita em perseguição política. Ele responsabiliza o postulante adversário na disputa eleitoral, Anderson Ferreira (PR), para que a ação fosse deflagrada. “Eu só não acho como tenho certeza. Quem faz a assessoria jurídica dele [Anderson Ferreira] hoje é uma advogada que prestou serviço para a Câmara de Vereadores. Inclusive, o vice dele é o vereador [Ricardo] Valois, que foi investigado. Isso é perseguição política, foi armado para prejudicar o candidato Neco”, afirmou. 

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