Boa sequência e quebra de marcas na Série B fazem Náutico começar a mirar o título
Com Givanildo, o Náutico igualou sua melhor marca invicta na Segundona com sete jogos sem perder
Atletas falam com cautela, mas admitem pensar na taça inédita ao título
As vozes das arquibancadas ecoaram até os vestiários do CT Wilson Campos e pensar na inédita taça deixou de ser um devaneio. O discurso dos atletas já começa a admitir isso, mesmo que seja com muita cautela. “Um cara experiente como o Givanildo, que é conhecido como o Rei do Acesso, nos falou quando chegou que terminar entre os quatro primeiros e conquistar o acesso é como um título. Sabemos que hoje é possível esse título da Série B, mas estamos focados no acesso neste momento que será como um título para nós”, comentou o meia Vinícius
Apesar de ser mais incisivo nas suas declarações, o volante João Ananias admitiu que a distância ainda é grande entre o Timbu e o Atlético-GO, atual líder. Porém, atravessando uma fase tão boa, mirar o topo da tabela não é algo fora de cogitação. “A gente pensa sim em título. Claro que primeiro pensamos no acesso à Série A, só que se nos deixarem chegar lá em cima vamos brigar. Falei com o Marco Antônio que temos que mirar o título, que se não der título pelo menos teremos o acesso à Série A. A distância está grande. São sete pontos, mas ainda temos oito jogos e se continuarmos nessa sequência podemos brigar”, afirmou João.
Um dos motivos para que o atleta esteja tão confiante é o momento da equipe na competição. Sob o comando de Givanildo o Náutico quebrou duas marcas quando disputou a Série B na era dos pontos corridos. Além de alcançar sua maior sequência de vitórias, ao vencer cinco partidas consecutivas, quebrando a marca de quatro triunfos seguidos alcançada em 2010, o Timbu também igualou sua melhor marca invicta na Segundona com sete jogos sem perder, número idêntico ao alcançado em 2006, quando conseguiu o acesso.
Números que empolgam e que encheram de esperança João Ananias, que finalmente pode ganhar experiência na Série A em 2017,caso o Náutico volte à elite do futebol brasileiro. “Desde que eu subi da base são dois anos que batemos na trave e esse ao clareou mais para subir. É uma experiência boa. Quando estávamos na Série A não joguei com o Gallo. Quero subir e ganhar experiência jogando na Série A, mas não quero pensar nisso agora”, finalizou Ananias.
Diario de Pernambuco

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