Santa recebe parte do dinheiro da Conmebol e corre para pagar atraso, evitando perder atletas
O presidente do Tricolor, Alírio Moraes, evita promessas e não estipula prazo para o pagamento aos jogadores
Diretoria deve quitar folha de julho nesta sexta; pagamento exclui risco de saída de atletas, que poderiam rescindir contrato caso completassem três meses sem receber
Pagando julho, o Santa seguirá devendo agosto. Como setembro vence agora em outubro, o Tricolor ficaria, portanto, com a dívida de "só" dois salários de carteira e evitaria ver seus jogadores deixarem o Arruda amparados pela Justiça. Isso porque o artigo 31 da Lei Pelé determina que o atleta que estiver com os seus proventos, no todo ou em parte, atrasados por três meses ou mais tem direito de rescindir unilateralmente o contrato, podendo ainda exigir uma “cláusula compensatória desportiva”, ou seja, uma multa por rescisão. A diretoria coral corre para pagar os outros débitos (ou parte deles) ainda em outubro.
O valor depositado pela Conmebol e que ajudará o Santa a pagar uma das folhas chega, no máximo, a R$ 800 mil. Poderia ser bem mais: R$ 1,1 milhão. No entanto, este primeiro repasse da entidade sul-americana sofreu bloqueio por causa de dívidas do Tricolor com a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenafap), referentes a 2003, e parte dele precisou ser recolhido pela Justiça do Trabalho. O Tricolor ainda espera ainda a outra metade da alíquota da Conmebol: mais R$ 1,1 milhão que, ao menos por enquanto, não está comprometido por causa de débitos passados. A parcela não tem data para ser paga.
Diario de Pernambuco

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