Yuri Romão faz balanço da sua gestão, indica modelo de SAF e abre caixa preta sobre Mariano Soso
Presidente também detalhou ao colunista do DP Beto Lago como o retrofit irá melhorar o caixa do clube
Prestes a encerrar o seu primeiro mandato completo como presidente do
Sport, Yuri Romão concedeu entrevista exclusiva ao colunista do Diario
de Pernambuco, Beto Lago, em seu canal no YouTube.
Entre os assuntos abordados pelo chefe do executivo rubro-negro, um
balanço sobre a sua gestão, a recuperação da credibilidade do Leão, SAF
e, claro, futebol. Confira abaixo os principais pontos da conversa.
ANÁLISE DA GESTÃO
A
gente chega com muita felicidade a este momento. As entregas que
prometemos ao longo da campanha, todas aconteceram. Ainda não
sacramentou, mas a principal delas é a desportiva, com a nossa volta
para a Série A. Estamos numa situação que só depende da gente nestes
últimos quatro jogos. O clube hoje está preparado para este novo momento
que foi inaugurado no futebol do Brasil, com esta onda de
profissionalização e mais recursos entrando no caixa. Hoje o Sport está
preparado pra isso. Em dois anos de gestão, a gente traçou um objetivo
muito claro de reestruturação do clube. A torcida pode não ter entendido
o fato de as vezes a gente não ousar no campo, mas o cobertor é curto.
Optamos por olhar para o futuro do clube, reestruturar de maneira
sustentável, para que deixe a gente fique mais confortável
financeiramente e administrativamente.
CREDIBILIDADE NO MERCADO
Pra
se ter sucesso esportivo, é preciso que o clube esteja muito organizado
pra poder ter poder de compra. Nós quitamos as dívidas que tínhamos com
empresários de atletas, que eram as maiores, e impediam que eles
quisessem trazer os seus atletas para cá. Ou seja, na hora que fazíamos
uma proposta, sempre ficávamos nas últimas opções dos jogadores por
estes motivos. Hoje não é mais assim. Hoje há uma preferência pelo nosso
clube. Houve quatro atletas que tinham propostas da Série A e optaram
por vir para o Sport. E não é porque aqui eles iam ganhar mais, é porque
viram a seriedade do nosso trabalho e que cumpríamos o que prometíamos.
Muitos torcedores nos criticaram pela demora para anunciar reforços.
Não é que estávamos demorando, é que o empresário preferia mandar seu
jogador pra um clube que não atrasasse salário, que fizesse o repasse
certo aos empresários. Hoje isso mudou.
MODELO DA SAF
Hoje
a SAF do Sport não é mais por necessidade, mas por estratégia, pra
fazer frente a investimentos que precisam ser feitos. Nos moldes que
vemos hoje no futebol brasileiros, as SAFs chegam e "tomam de assalto" o
futebol do clube. No modelo estratégico que estamos pensando pro Sport,
não. Nós temos um CT com uma baita estrutura, um clube organizado, uma
torcida gigante. Então, tem que ser uma aliança estratégica entre o
investidor e o clube, em prol de um objetivo. Todos saem ganhando.
2025: O ANO DA SAF
Vai
ser um ano crucial porque podemos começar a negociar isso (a SAF).
Negociar as cotas com um investidor, um acordo de acionistas entre as
partes, isso é difícil. Hoje nós temos uma vantagem em relação a maioria
dos clubes da região, que são as contas em dia. Quando o investidor
chega para fundir a sua empresa com o clube, eles pedem uma série de
documentos e certidões. Tudo isso nós já temos. Não foi fácil. Pra
chegarmos a este nível de organização, foram dois anos de muito trabalho
e dedicação. Agora nós vamos gastar mais tempo para avaliar qual o
melhor modelo, o valor do investimento e os objetivos a serem traçados.
ILHA MAIS SUSTENTÁVEL
Hoje
o terreno da Ilha do Retiro é custoso pro Sport. Hoje, nossa única
receita com o terreno são nos dias de jogos e ainda assim é muito
pequena frente aos custos que temos. Como você consegue mudar estes
panoramas? Fazendo investimentos. É uma área nobre e o Recife carece de
equipamentos para feiras. Nós teremos a oportunidade de tornar o terreno
rentável para o clube. É preciso dar sustentabilidade futura ao clube.
Quando chega uma SAF, eles só entram no futebol. E o resto do clube? Os
esportes olímpicos, a parte administrativa, ficam como? Nós temos um
baita terreno e que pode nos trazer receita.
LISCA
"Ele
precisa procurar um profissional. Não é um negócio normal. Não me
dirigi a ele, não falei. Ele não merece nenhuma reflexão nossa sobre o
assunto".
SAÍDA DE MARIANO SOSO
Primeiramente,
preciso deixar claro que foi uma decisão colegiada, não partiu do
presidente ou de um diretor. O motivo foi a falta de convicção no
trabalho. Ele é um profissional correto, trabalhador. Não temos nada o
que falar da pessoa do Soso. Existia uma deficiência defensiva. Nós
chegávamos com seis homens no ataque, mas não tinha quem defendesse,
então tomamos muitos gols. Tinha um espaçamento muito grande no meio de
campo. Nós conversamos, afinal, ele era muito aberto a isso, mas não
houve uma melhora. Percebemos que não há uma filosofia de se treinar
defensivamente entre os técnicos argentinos e até uruguaios. Pouco
treinamento de bola parada também, defensiva e ofensiva. Avaliamos e
percebemos que não valia a pena insistir.
Nenhum comentário:
Postar um comentário