Bolsonaro teve pena maior que Matsunaga e Guilherme de Pádua
Bolsonaro teve pena mais pesada que Matsunaga e Guilherme de Pádua Fotos: Reprodução/Netflix // Ton Molina/STF // Reprodução/YouTube
Assassinatos bárbaros na história brasileira resultaram em penas menores que a do ex-presidente
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, na última quinta-feira (11), o julgamento do ex-presidenteJair Bolsonaro(PL) e dos outros sete réus do chamado núcleo crucial dos acusados por suposta tentativa de golpe de Estado. A punição aplicada ao líder conservador foi de 27 anos e três meses de prisão, além de multa de 248 salários mínimos e inelegibilidade por oito anos após cumprir a pena.
Diante da punição aplicada a Bolsonaro, a pena do líder conservador – que não incluiu qualquer crime contra a vida – ficou bem mais pesada do que condenações famosas na história brasileira por assassinatos bárbaros, como a de Elize Matsunaga, que esquartejou o marido Marcos Matsunaga; e a de Guilherme de Pádua, que matou a atriz Daniella Perez com vários golpes dados com um instrumento perfurocortante.
Por isso, o Pleno.News fez um levantamento de algumas condenações famosas no Brasil cuja punição aplicada foi bem mais branda que a de Bolsonaro. Confira:
ELIZE MATSUNAGA
Elize Matsunaga Foto: Reprodução/YouTube Netflix
Condenada por, em 2012, assassinar e esquartejar o marido, Marcos Kitano Matsunaga, Elize foi condenada pela Justiça de São Paulo em 2016 a uma pena de 19 anos, 11 meses e um dia de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. No entanto, em 2022, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a punição para 16 anos e três meses de reclusão.
GUILHERME DE PÁDUA
Guilherme de Pádua Foto: Reprodução/YouTube
Condenado pelo assassinato de Daniella Perez, assassinada em 28 de dezembro de 1992 com vários golpes desferidos com um instrumento perfurocortante, Guilherme foi condenado em 1997 a 19 anos de prisão. No entanto, ele foi solto em 14 de outubro de 1999, após ficar preso por apenas seis anos e nove meses. Ele morreu em novembro de 2022, após infartar em casa, em Belo Horizonte (MG).
PAULA THOMAZ
Paula Thomaz durante o julgamento em 1997 Foto: Estadão Conteúdo/Tasso Marcelo
Coautora do assassinato de Daniella Perez, Paula Thomaz – hoje Paula Nogueira – também foi condenada em 1997, mas a pena aplicada foi de 18 anos e seis meses de prisão. No entanto, ela teve a pena diminuída para 15 anos, em 1998, pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.
BRUNO (GOLEIRO)
Ex-goleiro Bruno Foto: Reprodução / Youtube / Domingo Espetacular
Em 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio, mãe de seu filho, Bruno Samudio. Em 2017, porém, a punição foi reduzida a 20 anos e nove meses após a Justiça de Minas Gerais reconhecer a prescrição do crime de ocultação de cadáver.
Nenhum comentário:
Postar um comentário