Marinho denuncia auxílio moradia de R$48 mil para delegado da PF
Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) - (Foto: Waldemir Barreto/Ag Senado)Uso de dinheiro público para aluguel de imóvel de alto padrão nos Estados Unidos entra na mira de investigação
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar possíveis irregularidades no uso de recursos públicos destinados ao pagamento de auxílio-moradia a um delegado da Polícia Federal que atuava nos Estados Unidos.
A representação pede a apuração de despesas mensais que chegariam a cerca de R$48 mil mensais.
O caso envolve o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que exercia a função de oficial de ligação junto ao serviço de imigração norte-americano (ICE), com base em Miami, e foi expulso pelo governo norte-americano acusado de tentativa de manipulação para tentar obter a deputação como forma de o governo brasileiro seguir perseguindo o ex-deputado Alexandre Ramagem, em território norte-americano.
Segundo os dados apresentados na ação, o valor teria sido utilizado para custear o aluguel de um imóvel de alto padrão localizado em uma das regiões mais valorizadas da cidade.
De acordo com o documento encaminhado ao TCU, o parlamentar questiona a compatibilidade do benefício com as normas que regem os pagamentos a servidores em missão no exterior.
A representação também levanta dúvidas sobre a natureza indenizatória do auxílio e aponta possível desvio de finalidade no uso dos recursos públicos.
O imóvel citado possui cerca de 150 metros quadrados, com três quartos e estrutura de condomínio de luxo, incluindo áreas de lazer e serviços exclusivos.
O valor do aluguel gira em torno de US$8,7 mil mensais, equivalente aos R$48 mil pagos com verba pública, conforme os registros apresentados.
Além da apuração sobre os gastos, o pedido solicita que o tribunal avalie eventual dano ao erário e verifique se houve descumprimento de limites legais previstos para esse tipo de despesa.
Caso sejam identificadas irregularidades, o TCU poderá determinar responsabilizações e medidas administrativas, incluindo eventual devolução de valores.
A iniciativa ocorre em meio à repercussão internacional envolvendo o delegado, que foi retirado dos Estados Unidos após atuação em um caso que gerou tensão diplomática entre os dois países.
A saída do agente brasileiro foi atribuída por autoridades norte-americanas a supostas tentativas de contornar procedimentos formais de extradição.
Com base nos elementos apresentados, a ação protocolada busca ampliar o escrutínio sobre o uso de recursos públicos no exterior e reforçar mecanismos de controle e transparência na administração federal.
Pedro Taquari

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