Flávio: “Não vou aceitar que nos misturem com os bandidos do PT”
Senador publicou nota oficial sobre relação dele com o banqueiro Daniel Vorcaro
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou nesta quinta-feira (14) uma nota oficial sobre a relação entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Na quarta (13), o veículo de notícias Intercept Brasil divulgou mensagens entre os dois.
Flávio voltou a defender a instauração de uma CPI do Master e falou em contaminação política ao tentar associá-lo a operações ilegais envolvendo a instituição de Vorcaro.
— É preciso restabelecer os fatos e separar investigação séria de tentativa de contaminação política. (…) Me relacionei com Daniel Vorcaro estritamente no papel de um filho que buscava patrocínio de um empresário para o filme em homenagem ao pai. Não houve doação, favor, empréstimo pessoal, camaradagem ou vantagem política. Ele fez um investimento que previa retorno financeiro conforme o desempenho comercial da obra — afirmou.
O senador também negou que tenha havido qualquer repasse de valores por parte do banqueiro a Eduardo Bolsonaro.
— Também é falsa a insinuação de que recursos tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro: os aportes foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos — declarou o parlamentar.
Flávio também reforçou que o contato ocorreu antes da divulgação das irregularidades sobre Daniel Vorcaro e o Banco Master, mencionando, inclusive, uma participação do empresário como alguém bem-sucedido nos negócios em um evento internacional promovido por uma revista do Grupo Globo.
— A linha do tempo é decisiva. O contato ocorreu em 2024, quando os fatos hoje atribuídos a Vorcaro não eram conhecidos publicamente. À época, ele circulava normalmente no mercado, patrocinava eventos, programas de TV e iniciativas empresariais, inclusive um evento empresarial em Nova York, promovido por um grande grupo de comunicação brasileiro, em maio de 2024, no qual foi apresentado ao mercado americano. É nesse contexto que buscamos o investimento no filme — disse Flávio.
O evento em questão foi o 1º Summit Valor Econômico Brazil-USA, promovido pela revista Valor Econômico, que pertence ao Grupo Globo, em maio de 2024. Vorcaro abriu o evento, se apresentou como controlador do Banco Master e exibiu um vídeo institucional sobre a empresa.
Flávio afirmou que não aceitará qualquer tipo de associação a ações corruptas promovidas pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e reforçou a importância de uma CPI sobre o caso Master.
— Não vou aceitar que nos misturem com os bandidos do PT. As relações são completamente distintas. Não houve reunião fora de agenda com o Presidente da República, pagamento a ex-ministro por acesso ao governo, contrato milionário com o Ministro da Justiça, que é o chefe da PF, nem houve qualquer promessa de favorecimento ao banqueiro. Tentar colocar todos na mesma vala é uma distorção política inaceitável. Por isso, defendo que todos os fatos sejam investigados com rigor e transparência. Por isso, exigimos a CPI do Master já — finalizou.
Leia a íntegra da nota oficial de Flávio Bolsonaro:
É preciso restabelecer os fatos e separar investigação séria de tentativa de contaminação política.
Minha participação no projeto do filme sobre o presidente Jair Bolsonaro limitou-se à busca de investimento privado para uma obra cultural privada, produzida nos Estados Unidos, sem recurso público, sem Lei Rouanet, sem Embratur, sem prefeitura e sem qualquer contrapartida ligada ao meu mandato.
Me relacionei com Daniel Vorcaro estritamente no papel de um filho que buscava patrocínio de um empresário para o filme em homenagem ao pai. Não houve doação, favor, empréstimo pessoal, camaradagem ou vantagem política. Ele fez um investimento que previa retorno financeiro conforme o desempenho comercial da obra. Também é falsa a insinuação de que recursos tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro: os aportes foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos.
A linha do tempo é decisiva. O contato ocorreu em 2024 quando os fatos hoje atribuídos a Vorcaro não eram conhecidos publicamente. À época, ele circulava normalmente no mercado, patrocinava eventos, programas de TV e iniciativas empresariais, inclusive evento empresarial em Nova York, promovido por um grande grupo de comunicação braseiro, em maio de 2024, no qual foi apresentado ao mercado americano.
É nesse contexto que buscamos o investimento no filme.
Quando os aportes deixaram de ser cumpridos e as acusações vieram a público, a relação foi encerrada e outros investidores foram buscados.
Não vou aceitar que nos misturem com os bandidos do PT. As relações são completamente distintas. Não houve reunião fora de agenda com presidente da República, pagamento a ex-ministro por acesso ao governo, contrato milionário com o ministro da justiça, que é o chefe da PF, nem houve qualquer promessa de favorecimento ao banqueiro.
Tentar colocar todos na mesma vala é uma distorção política inaceitável.
Por isso, defendo que todos os fatos sejam investigados com rigor e transparência. Por isso, exigimos a CPI do Master já.

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