Justiça Federal manda soltar MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e dono da "Choquei"
Tribunal apontou excesso de prazo nas prisões preventivas e ausência de denúncia formal do MPF. Investigados terão de cumprir medidas cautelares
A Justiça Federal decidiu conceder liberdade ao cantor MC Poze do Rodo nesta quarta-feira (13). Segundo o portal UOL, o advogado do artista afirmou ter conseguido na segunda instância a extensão dos efeitos da decisão que já havia beneficiado outros investigados da Operação Narcofluxo.
Apesar da autorização para soltura, MC Poze ainda aguarda a expedição do alvará pela 5ª Vara Federal de Santos, procedimento que deve ocorrer até a manhã de quinta-feira (14).
A medida também alcança outros nomes investigados pela Polícia Federal, entre eles os influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão, além de MC Ryan e Diogo Santos de Almeida e Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei.
Embora autorizados a responder ao processo em liberdade, os investigados terão de seguir regras determinadas pela Justiça. Entre as obrigações estão manter endereço atualizado, comparecer aos atos processuais e informar previamente qualquer mudança de residência.
As medidas cautelares ainda proíbem os investigados de deixar a cidade onde moram por mais de cinco dias sem autorização judicial. Eles também deverão se apresentar mensalmente em juízo para comprovar suas atividades profissionais.
Outra determinação prevê a entrega dos passaportes, caso possuam o documento, além da proibição de sair do país sem autorização da Justiça.
Na decisão, o Tribunal Regional Federal entendeu que ainda não houve apresentação formal de denúncia por parte do Ministério Público Federal (MPF). Os desembargadores avaliaram que houve excesso de prazo nas prisões preventivas e ausência de fundamentos concretos que justificassem a continuidade das detenções.
Operação Narcofluxo
A Operação Narcofluxo foi deflagrada pela Polícia Federal em abril deste ano para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas e a plataformas de apostas ilegais. Conforme as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão utilizando empresas de fachada e pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”.
Antes da decisão envolvendo MC Poze, o funkeiro Rato Love Funk já havia sido solto por determinação judicial. A defesa do artista, representada pelo advogado Aury Lopes Jr., afirmou que a prisão preventiva não possuía justificativa legal.
Já MC Ryan SP permanecia custodiado na Penitenciária 2 de Mirandópolis, no interior paulista, para onde foi transferido no fim de abril.
DP

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