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sexta-feira, 8 de maio de 2026

COISAS DA ESQUERDA NO BRASIL

Grávida e mãe, jovem ligada ao PL relata ameaças de morte após denunciar esquerdistas

Presidente do PL Jovem Amazonas, Beatriz Darley. (Foto: Divulgação).


Beatriz Darley aponta ameaças após denunciar cartazes antissemitas na UFAM; filho de 6 anos e até o deputado Nikolas Ferreira também são alvos


Em entrevista ao Diário do Poder, a presidente do Partido Liberal Jovem Amazonas, Beatriz Darley, detalhou a polêmica envolvendo cartazes considerados antissemitas e identificados pelo grupo como publicados por pessoas ligadas a esquerda na Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Entre os conteúdos exibidos, foi relatado a presença de uma suástica inserida dentro da estrela de Davi, símbolo do judaísmo. Para a denunciante, a imagem faz referência direta ao regime nazista, responsável pelo extermínio de milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

“Todo mundo que tem o mínimo de conhecimento de história consegue entender o significado disso. Era claramente um sinal de antissemitismo”, afirmou.

Beatriz relatou que após sair do local e protestar contra os cartazes, um indivíduo teria anotado a placa de seu veículo e feito ameaças diretas e misóginas:

“Ele olhou para mim e falou: ‘Sua ridícula, eu vou encontrar você’. Eu não preciso ser uma grande entendedora de direito para entender que isso é uma ameaça”, declarou.

Veja aqui a entrevista na íntegra:

A mulher, que relatou estar grávida de três meses, estava acompanhada por outras pessoas, entre elas duas mulheres, dois homens e um adolescente menor de idade. De acordo com o depoimento, o homem teria seguido o grupo segurando uma garrafa térmica metálica, enquanto questionava as gravações feitas no local.

A denunciante também criticou mais reações misóginas recebidas nas redes sociais. Segundo ela, houve pessoas que minimizaram ou até defenderam a atitude do homem: “Disseram que ele fez pouco, que deveria ter batido em mim”.

E as ameaças não pararam. Conforme Beatriz, até o seu filho, de apenas 6 anos de idade, passou a ser ameaçado: “Envolveram uma criança. Isso mexeu muito comigo. Eu tenho muito orgulho de ser mãe, mas começaram a ameaçar até o meu filho”.

A entrevistada afirmou que o episódio aumentou a sensação de insegurança diante do que classificou como uma escalada de ódio nas redes sociais. Ela citou, inclusive, a presença de um cartaz com a frase “Organize o seu ódio”, exibido entre os materiais divulgados dentro da universidade.

Para ela, o comportamento contradiz o discurso de tolerância e amor frequentemente defendido por movimentos de esquerda.

“Eles dizem que pregam o amor e acusam os outros de radicalismo, mas foi exatamente o contrário do que eu vivi. Eu não tenho ódio de ninguém. O que me incomoda é a falsidade. Eles falam de amor, mas propagam o ódio”, ponderou.

Entre os cartazes, destacados, havia até ameaças de morte ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Veja abaixo:

Segundo o relato, após a repercussão inicial do caso, no final de abril, estudantes ligados à produção dos materiais teriam organizado uma nova oficina para confeccionar mais cartazes.

“Após toda a repercussão, eles prepararam outra produção de cartazes, outra oficina para produzir novos cartazes. E dessa produção saíram mais cartazes antissemitas e com mais discursos de ódio”, afirmou.

Ela relatou que o grupo decidiu retornar à universidade, acompanhado do vereador de Manaus (AM), Coronel Rosses (PL), por medo de sofrer ataques em razão de sua gravidez, apenas para registrar os materiais expostos, sem removê-los.

As informações sobre a nova exposição teriam chegado por meio de estudantes da própria universidade que discordam dos conteúdos e compartilham imagens e mensagens de grupos internos.

Beatriz relatou que muitos desses estudantes que denunciam os casos, precisam fazer as denúncias de forma anônima, por medo de sofrerem ameaças e repressões dentro da própria universidade. E as ameaças continuaram:

“Mandavam mensagens dizendo: ‘Se vocês forem lá de novo, vocês vão morrer’. Diziam também: ‘Vai lá quando eu estiver que eu vou matar vocês’”, relatou.

Tentativa de silenciar as denúncias

Beatriz Darley, apontou que horas depois da publicação dos vídeos mostrando os cartazes dentro da universidade, começou uma mobilização nas redes para denunciar seu perfil no Instagram.

“Eles tentaram denunciar meu Instagram em massa. Como eles são muitos e nós somos poucos, meu perfil acabou sendo derrubado temporariamente”, relatou.

Ela conta que, ao tentar acessar a conta, recebeu uma notificação informando que o perfil havia sido desativado por 180 dias. Em seguida, utilizou a ferramenta de apelação disponibilizada pela própria plataforma.

“O Instagram informou que minha conta ficaria seis meses fora do ar. Fiz a apelação e, graças a Deus, em menos de três horas o perfil voltou”, afirmou.

Após o episódio, ela decidiu criar uma conta reserva, por considerar que novas tentativas de derrubada podem ocorrer futuramente. A entrevistada também afirmou que outros perfis de integrantes do grupo sofreram punições semelhantes depois da repercussão do caso.

Segundo o relato, uma das campanhas organizadas para denunciar seu perfil teria utilizado acusações de transfobia como justificativa para as denúncias em massa, o que Beatriz classificou como mais uma denúncia caluniosa, uma fake news.

“Me enviaram prints de uma mulher incentivando as pessoas a denunciarem meu perfil. No texto, ela dizia que eu tinha sido transfóbica”, afirmou.

Diário do Poder entrou em contato com a Universidade Federal do Amazonas sobre o caso.

Em nota, a UFAM afirma que a instituição não compactua com discursos de ódio, atos de violência ou qualquer ação que configure tentativa de censura, e que está adotando as medidas administrativas cabíveis sobre o caso. Veja abaixo a nota completa:

“A Ufam é, por excelência, um espaço democrático de livre acesso e preservação da liberdade de opinião. Entendemos que a universidade não é um território de pensamento único, mas um ambiente de pluralidade e confronto de ideias — sejam elas ideológicas, políticas, científicas ou sociais. A democracia não se constrói com a destruição de manifestações, mas por meio do debate, da escuta e do respeito estrito ao direito de expressão.

Ressaltamos que a Instituição não coaduna com discursos de ódio, atos de violência ou qualquer ação que configure tentativa de censura. Atos que visam o silenciamento de ideias dentro do campus ferem a própria natureza da construção do conhecimento e os valores democráticos conquistados historicamente pela sociedade brasileira.

A Reitoria informa que já está adotando as medidas administrativas cabíveis para apurar eventuais formas de violência. Caso seja identificado desrespeito à dignidade humana, desacato a servidores públicos no exercício de suas funções, ameaça à integridade do patrimônio imaterial ou violação ao direito de livre manifestação, as autoridades competentes serão prontamente informadas.

Defender a universidade é defender a liberdade de pensar. A Ufam permanece firme em seu propósito de ser um território livre para o debate ético e respeitoso, em consonância com o Estado Democrático de Direito”.

Veja abaixo alguns vídeos da denúncia de Beatriz Darley, nas redes sociais:


Mael Vale

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