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sexta-feira, 8 de maio de 2026

RESTAURAÇÃO DO MERCADO DA RIBEIRA

Após MPF anunciar investigação, Prefeitura de Olinda lança edital para restaurar Mercado da Ribeira

Cupins ameaçam vigas de madeira no Mercado da Ribeira, em Olinda (Marina Torres/DP Foto)

Órgão informou sobre o risco de desabamento do teto do equipamento ameaçado pela ação de cupins. Obra vai custar R$ 353 mil


Pouco dias depois do Ministério Público Federal anunciar uma investigação sobre o risco de desabamento do teto do Mercado da Ribeira, no Sítio Histórico de Olinda, a prefeitura do município publicou, nesta sexta-feira (8), o edital para a contração da empresa que ficará responsável pela recuperação do equipamento.

A licitação, no valor de R$ 353.703,10, será destinada à requalificação e restauro do Mercado. Construído em 1693, a edificação tem característica do período colonial, com dois terraços, bem como colunas e batente em pedra. O local já abrigou um antigo mercado de carne, farinha, peixes e pessoas escravizadas.

De acordo com matéria publicada no último dia 25 de abril pelo Diario de Pernambuco, a estrutura de madeira do equipamento público está ameaçada pela ação de cupins, com a possibilidade de ceder juntamente com uma caixa d’água de amianto, material proibido no Brasil desde 2017, por riscos à saúde pública. Laudos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e da Defesa Civil de Olinda apontam riscos estruturais no local há pelo menos dois anos.

Segundo a prefeitura, as intervenções no Mercado da Ribeira contemplam o restauro da coberta, de paredes, esquadrias e gradis, pintura interna e externa, implantação de rampas de acessibilidade e requalificação das instalações elétricas, abrangendo os 16 boxes, o salão principal e o nicho do espaço. O prazo de execução será de 180 dias consecutivos após a assinatura do contrato.

Os recursos são provenientes de emenda federal. Recentemente, o deputado federal Augusto Coutinho informou que ter sido o responsável por destinar o valor necessário para a obra. A prefeitura alega que a operacionalização do investimento exigiu um percurso técnico e administrativo que vai muito além de uma obra convencional.

“Intervenções em bens tombados, inseridos em Sítio Histórico classificado como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, demandam aprovações específicas, projetos elaborados por profissionais especializados em restauro e conformidade com exigências rigorosas dos órgãos federais de preservação e controle”, ressalta a nota oficial da gestão.

“Obra em patrimônio histórico se faz com responsabilidade. E foi exatamente isso que a gestão fez: garantiu que cada etapa fosse cumprida corretamente, para que a obra chegue ao fim sem riscos ao bem histórico e sem problemas com os órgãos de controle”, afirmou a Secretária de Patrimônio, Cultura e Turismo de Olinda, Marília Banholzer.

No texto, a Secretaria Executiva de Patrimônio informou que “promoveu reunião com os permissionários que ocupam o espaço, apresentando o projeto e as tratativas em andamento para a realocação temporária dos artesãos durante as obras” e que “o período de obras será também utilizado para um recadastramento dos permissionários, com avaliação da regularidade e da viabilidade de permanência de cada um após a conclusão dos trabalhos”.

DP

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