Israel esmaga posições terroristas com aval e apoio dos EUA
As forças de defesa de Israel intensificaram as operações terrestres e aéreas contra posições do grupo terrorista Hezbollah em território libanês.
O avanço militar, que visa a neutralizar as capacidades operacionais e as estruturas de lançamento da organização extremista xiita, conta com o respaldo e a sustentação diplomática e estratégica dos Estados Unidos.
A reação militar de Israel ocorre após sucessivas violações das condições estabelecidas no frágil acordo de cessar-fogo firmado anteriormente.
Em virtude do descumprimento das tréguas pelo Hezbollah (que efetuou novos ataques contra áreas civis e alvos de segurança no norte de Israel), o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, determinaram a retomada das ações de larga escala.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) avançaram de forma expressiva sobre o sul do Líbano e efetuaram bombardeios direcionados no reduto terrorista do bairro de Dahiyeh, nos subúrbios de Beirute.
A postura norte-americana de dar aval às operações israelenses reafirma o alinhamento de Washington com a segurança do Estado judeu e o direito de resposta a ataques de milícias financiadas pelo Irã.
Sob a diretriz do governo dos EUA, a pressão econômica e o bloqueio naval contra Teerã continuam mantidos para conter a expansão e o rearmamento dos grupos que atuam por procuração na região.
Como contrapartida à pressão e ao avanço militar no Líbano, o regime iraniano anunciou a suspensão do diálogo indireto que mantinha com a diplomacia americana.
No terreno tático, o comando militar israelense informou que a incursão terrestre é a mais profunda em solo libanês em mais de 25 anos.
As ações buscam estabelecer uma zona de segurança robusta ao longo da fronteira para permitir o retorno em segurança de milhares de cidadãos do norte de Israel, desalojados desde o início das hostilidades deflagradas pelas milícias libanesas em março.
Pedro Taquari
