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sábado, 18 de julho de 2026

ACUSAÇÃO GRAVE

Secretária dos EUA acusa Brasil de práticas comerciais injustas

Brooke Rollins Foto: EFE/EPA/WILL OLIVER

Brooke Rollins se manifestou por meio de uma rede social


Nesta sexta-feira (17), a secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, disse que, por anos, o Brasil colocou “fazendeiros e produtores americanos em desvantagem por meio de práticas comerciais injustas e desmatamento ilegal”. Por meio da rede social X, ela elogiou a decisão do governo americano de impor uma taxa extra de 25% sobre diversos itens importados do Brasil.

Rollins falou em “responsabilizar o Brasil” e defendeu “produtos americanos em primeiro lugar”.

– Por anos, o Brasil tem colocado os fazendeiros e produtores americanos em desvantagem por meio de práticas comerciais injustas e desmatamento ilegal. Obrigado, presidente Donald Trump e Escritório do Representante Comercial dos EUA [USTR, na sigla em inglês], por tomarem medidas para responsabilizar o Brasil e lutar pelos fazendeiros americanos. A tarifa injusta de 18% do Brasil sobre o etanol americano reduziu as exportações de etanol dos EUA para o Brasil em mais de 87% desde 2018. Esses dias estão acabando. O etanol americano está vivendo seu ano mais forte até agora, e sob o Presidente Trump, estamos lutando para abrir mercados, nivelar o campo de jogo e colocar os fazendeiros e produtores americanos EM PRIMEIRO LUGAR – escreveu.

Na última quarta-feira (15), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou a cobrança da taxa extra. A decisão atendeu a um pedido do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).

A medida foi resultado de uma apuração baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana. Os EUA alegam que práticas do governo brasileiro em áreas como comércio digital, patentes e meio ambiente criam concorrência desleal para as empresas norte-americanas.

Nem todos os produtos brasileiros serão atingidos pela sobretaxa de 25%. O governo americano divulgou uma lista de exceções que inclui produtos como aeronaves, suco de laranja, celulose, fertilizantes e insumos essenciais para a indústria dos EUA.

De acordo com cálculos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), as novas regras farão com que 31,6% das exportações brasileiras para os Estados Unidos passem a ser tributadas na faixa de 37,5%. A forma exata de aplicação ainda será detalhada.

Ministros brasileiros já haviam contestado as justificativas dos EUA. Apesar do aumento nas taxas, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda avalia que o impacto financeiro da medida na economia do Brasil deverá ser reduzido.

Ana Luiza Menezes

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