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sábado, 3 de outubro de 2026

PROTESTO DAS BETS NO MORUMBI

Setor das bets realiza protesto em jogo do Campeonato Brasileiro

Setor das bets faz protesto no Morumbi Foto: reprodução/Sportv

ANJL e IBJR projetaram frases contra MP assinada pelo governo



Organizações ligadas ao setor de apostas esportivas realizaram um protesto durante o duelo entre São Paulo e Santos, na noite desta sexta-feira (2), no estádio do Morumbi, na capital paulista. Empresas do setor cederam espaço publicitário para mensagens contrárias à medida do governo que proibiu as bets.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) projetaram frases como “proibir não é proteger” e “a proibição não acaba com as apostas” durante toda a partida.

O confronto foi o primeiro da elite nacional que acontece depois da assinatura da Medida Provisória assinada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que proíbe a atuação de casas de apostas esportivas em território brasileiro.

Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, reforçou em nota os efeitos econômicos para empresas e entidades ligadas ao setor.

— Para a ANJL e o IBJR, a manutenção de um ambiente regulado, com regras claras e segurança jurídica, é fundamental para que clubes, empresas e demais agentes da cadeia esportiva possam planejar seus investimentos de longo prazo — disse.

A campanha também acontecerá no duelo entre Atlético-MG e Bragantino, pela mesma competição. Os dois jogos foram adiados de rodadas anteriores do Brasileirão. O calendário regular será retomado na próxima semana, após o fim da data FIFA, quando ocorrem os jogos da Seleção Brasileira.

PRAZO PARA RETIRADA DE PROPAGANDAS DE BETS

O prazo para a retirada de sinais de patrocínios e publicidades do setor se encerra na próxima segunda (5) às 23h59 (de Brasília). O próprio Brasileirão, que possui acordo de naming rights com a Betano, segue mostrando o patrocinador em placas de publicidade antes e durante o clássico.

Já o Santos suspendeu o contrato com a Novibet e retirou a empresa do seu uniforme. O São Paulo, por sua vez, continua com o patrocínio máster da Superbet, que, além do uniforme, também pôde ser vista em placas publicitárias e em telões de LED no estádio.

ANJL DIZ QUE PÚBLICO MIGROU PARA A CLANDESTINIDADE

A associação que representa as bets no País rebateu a declaração dada nesta sexta-feira (2) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, de que a movimentação das bets caiu de R$ 600 milhões por dia para zero uma semana após a proibição.

Segundo a ANJL, houve um “aumento significativo” dos sites ilegais de apostas.

— Portanto, não há como se falar que a movimentação de bets caiu para zero. A movimentação apenas migrou para o mercado clandestino — sustentou a entidade.

A organização disse ainda que dados do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do Banco Central (BC) mostram redução do número de transações por Pix antes da proibição das bets. Segundo a análise, a redução não começou após o anúncio, em 25 de setembro, da Medida Provisória (MP) que proibiu o mercado regulado de apostas de quota fixa.

— A série histórica indica que o movimento de queda já estava em curso nos dias anteriores. Entre 22 e 24 de setembro, portanto, antes da restrição ao setor de bets, a quantidade de transações via Pix já se encontrava aproximadamente entre 7% e 12% abaixo da referência. Em valores movimentados, a redução era ainda maior, variando entre 14% e 27% — afirmou a associação.

O presidente da ANJL destacou que a diferença em relação à queda de 10% divulgada pode estar relacionada à metodologia utilizada na comparação.

— Esse percentual toma como referência a média das quatro semanas imediatamente anteriores à proibição, sem neutralizar completamente as diferenças de comportamento do Pix entre as semanas — defendeu ele.

*Com informações AE

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