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terça-feira, 11 de outubro de 2016

SANTA CRUZ - QUEDA EMINENTE

Nem Fluminense de 2009 é mais exemplo de reviravolta para o Santa Cruz escapar da queda

O Tricolor precisa vencer oito das nove partidas que tem pela frente para chegar a 47 pontos na tabela

Time coral precisa de aproveitamento muito superior ao que teve o Tricolor Carioca há sete anos, cuja reação se tornou referência para fuga da zona de rebaixamento


Um exemplo de reviravolta na luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro foi dado pelo Fluminense, em 2009. Um ponto fora da curva que sempre virou espelho para os times que tentam fugir da queda à Série B. Não foi diferente com o Santa Cruz neste ano. O próprio técnico Doriva já chegou a citar aquela campanha do Tricolor Carioca como referência para o seu elenco. Mas, hoje, nem mesmo o pontual caso do time das Laranjeiras serve mais para motivar os corais, que precisam fazer muito além do que fez a equipe Pó de Arroz há sete anos para seguirem na elite em 2017.   

Nesta altura da competição, em 2009, o Fluminense já havia começado timidamente a sua reação para fora do Z4. Duas rodadas antes desta 30ª, ao qual se encontra este Brasileirão, iniciava, com um empate e uma vitória, uma série invicta que o livrou da degola. Da 30ª até a 38ª e última rodada, ainda era obrigado a ter um aproveitamento de 74% para não cair. Conseguiu até mais: 77,7%. Porém, bem longe do que necessita o Santa nesse mesmo recorte: 85,1%. 

Este rendimento necessário agora aos corais é absurdo. Bem superior a qualquer campanha dos campeões brasileiros no atual formato de disputa do Brasileirão, vigente desde 2006. Em linhas gerais, o Tricolor Pernambucano deve ganhar oito das nove partidas que tem pela frente para chegar a 47 pontos na tabela e ultrapassar a margem histórica para permanência na elite, de 46 pontos. Se alcançar a façanha, o Santa Cruz, ao invés do Flu, ao menos viraria o grande exemplo de guinada para as edições futuras da competição.

Em respeito ao clube, à torcida e às próprias carreiras, os jogadores do Santa Cruz e Doriva não se rendem na busca por este verdadeiro milagre. Na iminência do time ter a queda matematicamente confirmada após os dois próximos jogos (contra Corinthians e Ponte Preta - na Arena Pantanal e no Moisés Lucarelli, respectivamente), eles já mostram sinais, embora velados, que a volta à Segunda Divisão é mesmo irreversível. 

Depois da derrota por 3 a 0 para o Flamengo, no último domingo, Grafite soltou o verbo. Criticou o planejamento da diretoria para a Série A e afirmou que “é muito complicado” deixar o Z4, ainda no gramado do Pacaembu. Até Doriva também foi duro nas palavras e pessimista em relação às perspectivas do Tricolor no campeonato como ainda não havia sido.“Ninguém está jogando a toalha, mas está cada vez mais difícil e temos que ser realistas.”

A arrancada do Fluminense em 2009:


Da 28ª a 38ª rodada
Fluminense 1 x 1 Corinthians
Santo André 1 x 2 Fluminense
Fluminense 2 x 2 Internacional
Goiás 2 x 2 Fluminense
Fluminense 2 x 1 Atlético-MG
Cruzeiro 2 x 3 Fluminense
Fluminense 1 x 0 Palmeiras
Fluminense 2 x 1 Atlético-PR
Sport 0 x 3 Fluminense
Fluminense 4 x 0 Vitória
Coritiba 1 x 1 Fluminense

Vitórias/4 Empates/75,7% De aproveitamento

Flu A partir da 30ª rodada
Vitórias/3 Empates/77,7% De aproveitamento

85,1% 
É o que precisa o Santa Cruz a partir desta 30ª rodada

Aproveitamento dos campeões no atual formato de disputa da Série A:


2015: Corinthians - 71,1%
2014: Cruzeiro - 70,2%:
2013: Cruzeiro - 66,7%
2012: Fluminense - 67,5%
2011: Corinthians - 62,3%
2010: Fluminense - 62,3%
2009: Flamengo - 58,8%
2008: São Paulo - 65,8%
2007: São Paulo - 67,5%
2006: São Paulo - 68,4%



Diario de Pernambuco

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