Bolsonaro ainda não tem previsão de alta hospitalar
Ex-presidente requer cuidados especiais devido sua idade avançada
Os médicos responsáveis pela cirurgia de hérnia inguinal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informaram, em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (25), que o procedimento transcorreu dentro do previsto e sem intercorrências.
Segundo a equipe médica, Bolsonaro já acordou da anestesia geral, foi encaminhado ao quarto e permanece internado, sem previsão de alta.
“Ele tomou a anestesia geral, mas já acordou e está no quarto”, afirmou o cirurgião Cláudio Birolini.
O médico explicou que Bolsonaro apresentava uma hérnia do tipo mista, direta e indireta, em ambos os lados, e que foi realizado o reforço da parede abdominal com a colocação de uma tela de material plástico.
A avaliação do estado de saúde será feita diariamente. Nos próximos dias, o foco do tratamento será o controle da dor, sessões de fisioterapia e outros cuidados pós-operatórios. Segundo o cardiologista Brasil Ramos Caiado, a idade do ex-presidente exige atenção especial. “Ele tem 70 anos, é um cuidado maior do que o normal. É comum nessa idade ter um cuidado específico”, disse.
A cirurgia foi realizada no Hospital DF Star, em Brasília. O procedimento ocorreu após solicitação da defesa de Bolsonaro e autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, concedida na terça-feira.
Questionados sobre a possibilidade de recomendação de prisão domiciliar, os médicos afirmaram que ainda é cedo para qualquer avaliação nesse sentido. “Veremos passo a passo. O que a gente pode falar é como foi a cirurgia hoje e observar a evolução nos próximos dias; mais do que isso seria imprudente da nossa parte”, declarou Caiado.
Birolini acrescentou que, no momento, Bolsonaro ainda necessita de assistência para atividades básicas.
“Ele precisa estar bom o suficiente para tomar banho, se vestir, se movimentar, comer. A gente entende que nesse momento, para ele tomar banho, precisa de ajuda, então não dá para ele ficar em um lugar onde esteja desassistido. A partir do momento que a gente julgar que ele tem condições de sair do hospital, vamos indicar qual o melhor caminho”, concluiu o cirurgião.
Mael Vale

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