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domingo, 4 de janeiro de 2026

SITUAÇÃO DE MADURO SÓ PIORA

Juiz de Nova Iorque divulga nova acusação contra Maduro

Nicolás Maduro Foto: EFE/ Ronald Peña R.



Imputação substitutiva amplia a que foi apresentada em 2020


Um juiz do tribunal federal do distrito sul de Nova Iorque tornou pública, neste sábado (3), uma nova acusação contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que amplia a apresentada em 2020 e o aponta novamente como líder de uma rede de tráfico de drogas e narcoterrorismo que, durante mais de duas décadas, teria usado o Estado venezuelano para introduzir grandes quantidades de cocaína nos Estados Unidos.

A nova acusação, conhecida como “imputação substitutiva”, é uma versão ampliada da apresentada em março de 2020 contra Nicolás Maduro, que acrescenta novas acusações e novos réus – incluindo, pela primeira vez, sua esposa, Cilia Flores, e um de seus filhos.

Dessa forma, o número de acusados sobe para seis, mantendo-se a acusação contra o ministro do Interior, Diosdado Cabello, já acusado em 2020.

Além disso, de acordo com o documento judicial divulgado hoje, as acusações incluem quatro acusações distintas relacionadas com narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e crimes com armas e artefatos destrutivos, as mesmas que constavam na acusação original de 2020.

Maduro havia sido acusado em Manhattan em março de 2020, em um processo baseado em uma investigação da Agência Antidrogas dos EUA (DEA).

Com essas acusações ainda pendentes, o secretário de Estado, Marco Rubio, classificou-o em setembro de 2025 como um “fugitivo da justiça americana”. Então, o governo dos EUA, que não reconhece Maduro como presidente legítimo da Venezuela, elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à sua prisão.

ACUSADO DE INUNDAR OS EUA COM COCAÍNA

De acordo com a acusação agora revelada, Maduro liderou a organização de tráfico de drogas Cartel de los Soles, nome que faz referência aos comandantes militares venezuelanos, que exibem sóis em seus distintivos.

Sob sua liderança, de acordo com o documento, a organização não apenas buscou enriquecer e consolidar seu poder político, mas também “inundar” os Estados Unidos com cocaína e “usar a droga como arma” contra esse país.

O documento descreve o governo venezuelano como um poder “ilegítimo”, lembrando que a reeleição de Maduro em 2018 foi amplamente questionada pela comunidade internacional e que, em 2019, a Assembleia Nacional o declarou usurpador do cargo.

Mais de 50 países, incluindo os Estados Unidos, “deixaram de reconhecê-lo como presidente” e “as eleições realizadas em 2024 voltaram a ser alvo de fortes críticas internacionais, apesar de Maduro se ter proclamado vencedor”, segundo o texto.

De acordo com estimativas citadas na acusação, o Departamento de Estado calculou que, em 2020, entre 200 e 250 toneladas de cocaína transitavam anualmente pelo território venezuelano com destino aos Estados Unidos.

Os promotores descrevem alianças com as FARC, o ELN, o cartel de Sinaloa, os Zetas e a gangue criminosa Tren de Aragua, bem como o uso de passaportes diplomáticos, aeroportos controlados pelas autoridades e rotas marítimas protegidas pelas forças estatais para transportar a droga.

O caso está pendente perante o juiz federal Alvin K. Hellerstein, magistrado do distrito sul de Nova Iorque desde 1998, que já supervisionava o caso aberto em 2020.

O sistema judicial americano tem precedentes de processos contra ex-líderes latino-americanos capturados ou extraditados, como o panamenho Manuel Antonio Noriega e o ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, também julgados em tribunais federais dos Estados Unidos.

As acusações que Maduro enfrenta acarretam penas potencialmente muito elevadas, especialmente as relacionadas ao narcoterrorismo e à posse de armas automáticas, que, combinadas com o tráfico de drogas, podem resultar em longas penas de prisão.

*Com informações da Agência EFE

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