Integrantes do Planalto defendem que Toffoli se afaste do STF temporariamente
Integrantes do governo Lula avaliam que a crise envolvendo Dias Toffoli e o Banco Master já contaminou a imagem do Supremo Tribunal Federal (STF) e sugerem, nos bastidores, que o ministro tire uma licença e se afaste temporariamente da Corte para tentar conter o desgaste institucional.
O discurso oficial é o de que o governo não vai se meter em assuntos internos do STF, mas há preocupação real de que julgamentos e decisões do tribunal passem a ser alvo de revisões e ataques, sobretudo em casos sensíveis, como os processos ligados aos atos golpistas de 8 de janeiro. As informações são do blog da Andréia Sadi.
Integrantes do Planalto também defendem que a investigação sobre o Master vá até o fim. Em meio à crise, o presidente Lula conversou com o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O presidente do STF, Edson Fachin, convocou nesta quinta uma reunião com ministros para apresentar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre a perícia no celular de Daniel Vorcaro, dono do Master.
Segundo o relatório, há menções a Toffoli em mensagens extraídas do aparelho do banqueiro, investigado por fraudes bilionárias. O conteúdo dessas mensagens não veio a público.
No mesmo encontro, Fachin vai anunciar aos ministros a resposta enviada por Toffoli, que é relator do caso Master, sobre esse documento da PF. É grande a pressão no tribunal para que Toffoli se declare suspeito e abra mão de ser o responsável pelas investigações do Master.
Interlocutores afirmam que Toffoli disse a Fachin que não vê conflito de interesses nem razões suficientes para deixar o caso. Segundo o Supremo, Fachin já enviou o relatório da PF para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
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