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terça-feira, 2 de junho de 2026

SANTA CRUZ - PROBLEMA FINANCEIRO

Eurico expõe crise no Santa Cruz e admite impacto dos salários atrasados no elenco

Eurico, zagueiro do Santa Cruz (Rafael Vieira)

Crise no Arruda: Eurico admite impacto de salários atrasados no rendimento do Santa Cruz


A crise financeira que atinge o Santa Cruz ganhou novos contornos nos bastidores. Em um desabafo sincero, o zagueiro Eurico expôs a realidade dos salários atrasados no clube e reconheceu que os problemas extracampo têm impactado diretamente o desempenho da equipe. Segundo o defensor, a instabilidade financeira interfere no foco dos atletas ao longo dos 90 minutos, refletindo dentro de campo uma situação que segue longe de uma solução.

"Jogar com salário atrasado não é correto. E as coisas refletem dentro de campo também. Às vezes você não sabe o que o jogador está passando na cabeça dele. É muito difícil, você tem que ter um mental muito bom para jogar", desabafou o atleta, em entrevista à Rádio Jornal.

O ponto forte da declaração do zagueiro não foi apenas a cobrança em nome do elenco, mas sobretudo a defesa firme dos funcionários do clube, especialmente aqueles que recebem salários mais baixos para garantir o sustento de suas famílias.

Eurico revelou que, nas reuniões com a diretoria, a principal preocupação dos jogadores tem sido justamente a situação dos trabalhadores que atuam no dia a dia do Arruda, colocando a regularização desses pagamentos como prioridade diante do cenário de instabilidade financeira.

"Eu brigo muito pelos funcionários lá no clube. Eu sempre falo em todas as minhas reuniões: pelo amor de Deus, pelo menos para os funcionários. Paga as tias da cozinha, paga os roupeiros. Paga todos os outros profissionais que a renda é menor e precisa desse dinheiro", cobrou.

Voto de confiança no limite

Apesar do tom de cobrança, Eurico destacou que o elenco tem tentado manter o diálogo com a gestão do presidente do clube. O elenco do clube já concedeu um “voto de confiança” à presidência após as promessas de regularização, mas mantém a cobrança por soluções mais rápidas.

Segundo lideranças do grupo, o processo ainda está demorando e há pressão interna para que a diretoria acelere as medidas necessárias. O presidente, por sua vez, tem acompanhado de perto o dia a dia do clube e, de acordo com os atletas, está ciente da gravidade da situação, em meio ao clima de expectativa e cobrança nos bastidores.

Paulo Mota

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