GIF Patrocinador

GIF Patrocinador

domingo, 30 de agosto de 2026

ELEIÇÕES 2026

Raquel Lyra vai à Justiça exigir que João Campos diga a quem acusou de “milícia digital”

Governadora requer que adversário identifique a quem se referiu e em que fatos se baseou


 

A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) apresentou, nesta quinta-feira (28), interpelação judicial criminal, com fundamento no art. 144 do Código Penal, diante de declarações públicas que atribuíram a “quem senta na cadeira para governar Pernambuco” a coordenação de uma suposta “milícia digital” a partir do Palácio do Governo.

O instrumento assegura ao ofendido o direito de exigir que o autor de uma manifestação pública se explique. Não se trata ainda de queixa-crime nem de pedido de condenação. O objetivo é obter declaração precisa sobre o alcance e o destinatário das afirmações feitas.

As declarações foram divulgadas em vídeo publicado por João Campos em rede social, há dois dias, e amplamente reproduzidas. Nelas, empregaram-se, de acordo com a assessoria da governadora, expressões de extrema gravidade, entre as quais “milícia digital” e “gabinete do ódio”, sem, ainda segundo a assessoria, qualquer identificação de pessoas ou apresentação de fatos que as sustentem.

Na peça, explica-se que o candidato “não fez uma crítica política, mas atribuiu à administração do governo estadual a liderança de uma organização clandestina dedicada à prática de atos ilícitos”.

No ordenamento jurídico brasileiro, esclarece a assessoria, o termo “milícia” designa organização criminosa estruturada para atuar à margem da lei, e sua utilização contra a chefe do Poder Executivo estadual, sem nomear responsáveis e nem indicar provas, ultrapassa os limites do debate político.

Com a medida, a governadora requer que João Campos identifique, de forma precisa e individualizada, a quem se referiu e em que fatos se baseou.

Como registra a própria interpelação, quem lança acusação dessa natureza “tem o dever de nominar a pessoa a quem acusa e se responsabilizar pelos seus atos”.

*Com informações da assessoria

Por Blog da Folha*

Nenhum comentário:

Postar um comentário