João nega relação com ex-servidor e acusa Raquel de assumir suposto gabinete do ódio
Candidato do PSB também cobrou respostas da governadora sobre suposto esquema
O candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, negou, na manhã desta sexta-feira (28), ter vínculos com o servidor público Amisadai Andrade, apontado como chefe do suposto gabinete do ódio que serviria para desidratar sua imagem.
O ex-prefeito do Recife declarou também que a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) assumiu o controle do esquema nas redes sociais depois de exonerar o funcionário da Caixa Econômica, cedido ao governo estadual.
Durante agenda de campanha no Pina, Zona Sul do Recife, o candidato rebateu uma publicação da governadora no Instagram que o acusava de ser amigo de Amisadai e cobrou explicações para a denúncia feita em reportagem nacional veiculada pela TV Record, na terça-feira (25).
"Não tenho nenhuma relação de amizade (com Amisadai), nunca me reuni e muito menos fazia parte da minha equipe. E agora o que é que está claro? A partir do momento que o suposto chefe do gabinete do ódio sai de cena, a própria candidata adversária assume a liderança desse gabinete, postando em sua própria página mentiras e ataques inverídicos em relação a esse fato, em vez de responder às perguntas que foram feitas", afirmou o candidato.
Ao criticar o vídeo, publicado ontem no Instagram da governadora - no qual Campos aparece parabenizando Amisadai e a esposa dele pelo nascimento da filha - associou a forma como o material foi exposto a uma prática de extrema direita.
"Não vou usar o termo pós-verdade nem fake news. Vou dizer como todo mundo conhece: é uma mentira construída para querer criar uma cortina de fumaça", afirmou.
O candidato João Campos alegou que a suposta rede de ataques existe há mais de um ano e meio e que surgiu logo após a reeleição dele para a Prefeitura do Recife, em 2024. "Agora está mais do que comprovado e noticiado pela imprensa nacional o que é que está acontecendo."
Ainda segundo ele, "Pernambuco está tendo a oportunidade de ver a rede de ódio montada nos laços do palácio do governo" para atacá-lo.
Medidas
Campos assegurou que o suposto esquema será devidamente investigado pela Polícia e pela Justiça e, ao ser indagado se estuda entrar com uma ação de cassação da chapa da governadora, limitou-se a dizer que os pedidos da equipe jurídica apresentados a diversas instâncias pedem investigação de possíveis ilícitos. "As denúncias são muito graves."
Por Alex Fonseca

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