Paes lidera para o governo, Flávio supera Lula no Rio de Janeiro e Senado segue indefinido
Eduardo Paes (PSD) | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil.
Ruas teve o maior salto recente, de 2,9% em julho para 6,9% em agosto
Pesquisa quantitativa presencial da Prefab Future Pesquisas, registrada no TSE sob o código RJ-04605/2026, aponta o prefeito do Rio, Eduardo Paes, na frente da disputa pelo governo do Estado do Rio de Janeiro. No cenário estimulado, ele tem 34,9% das intenções de voto, contra 14,7% de Douglas Ruas e 9,5% de Anthony Garotinho. A coleta foi feita entre 20 e 23 de agosto de 2026, com 2.000 entrevistas presenciais com eleitores a partir de 16 anos.
A margem de erro máxima estimada é de 2,19 pontos percentuais, para um nível de confiança de 95%. O levantamento usou sorteio probabilístico pelo método PPT e cotas proporcionais de sexo, idade, instrução e renda.
Governo: Paes à frente, Garotinho com maior rejeição
Na pergunta espontânea (“Se as eleições fossem hoje, em quem você votaria para governador?”), o quadro ainda é de baixa consolidação: 66,4% não souberam responder ou se declararam indecisos. Paes aparece com 13,3%, Ruas com 6,9% e Garotinho com 2.1%. Brancos e nulos somam 9,7%.Na série histórica da própria instituto, o nome de Paes na espontânea oscilou de 8,2% em fevereiro para 13,3% em agosto. Ruas teve o maior salto recente, de 2,9% no segundo levantamento de julho para 6,9% em agosto.
Quando os nomes são apresentados (voto estimulado), o ranking fica:
- Eduardo Paes: 34,9%
- Douglas Ruas: 14,7%
- Anthony Garotinho: 9,5%
- André Marinho: 2,9%
- William Siri: 2,8%
- Coronel Busnello: 2,6%
- Cyro Garcia: 1,7%
- Luan Monteiro: 1,1%
- Juliete Pantoja: 1,0%
- Não sabe / indeciso: 19,7%
- Branco / nulo: 9,1%
Na série estimulada, Paes recuou do pico de 43,0% em fevereiro de 2026 para 34,9% agora, mas segue isolado. Ruas subiu de forma consistente ao longo do ano e passou Garotinho.
A rejeição muda o diagnóstico. Perguntados em quem jamais votariam para governador, 30,3% citaram Garotinho — o índice mais alto e em alta (era 16,5% em junho e 26,8% no segundo levantamento de julho). Paes tem 17,3% de rejeição. Ruas aparece com apenas 4,4%. Outros 27,9% não souberam apontar ninguém e 8,1% disseram não rejeitar nenhum dos nomes.
Flávio na frente, Lula com mais rejeição
No recorte estadual da disputa presidencial, Flávio Bolsonaro lidera tanto na espontânea quanto na estimulada.
Espontânea:
- Flávio Bolsonaro: 27,9%
- Lula: 26,1%
- Renan Santos: 1,6%
- Não sabe / indeciso: 34,8%
- Branco / nulo: 6,3%
Estimulada:
- Flávio Bolsonaro: 35,1%
- Lula: 32,3%
- Renan Santos: 2,6%
- Pablo Marçal: 2,2%
- Ronaldo Caiado: 2,0%
- Augusto Cury: 1,4%
- Romeu Zema: 1,0%
- Não sabe / indeciso: 12,2%
- Branco / nulo: 9,4%
A diferença de 2,8 pontos entre Flávio e Lula na estimulada está pouco acima da margem de erro. Na série da Prefab, Flávio passou à frente de forma mais clara a partir de fevereiro de 2026 e chegou a 35,1% em agosto, ante 32,3% de Lula.
A rejeição presidencial é mais desfavorável ao petista: 44,4% dizem que jamais votariam em Lula, contra 31,9% que rejeitam Flávio Bolsonaro. Pablo Marçal tem 3,3%.A avaliação da gestão Lula no estado reforça o ambiente adverso. 57,2% desaprovam o governo, 32,3% aprovam e 10,5% não souberam avaliar. A desaprovação recuou do pico de 66,3% em fevereiro de 2025, mas voltou a subir de 54,3% no segundo levantamento de julho para 57,2% agora. A aprovação está estável na casa dos 32% desde junho.
Senado: Benedita na frente, quase metade indecisa
A disputa por uma vaga no Senado é a mais aberta. Na espontânea, 82,2% não souberam citar nome. Benedita da Silva lidera com 3,5%.
No voto estimulado (primeiro voto), os números são:
Benedita da Silva: 12,1%
- Marcelo Crivella: 6,9%
- Carlos Jordy: 3,5%
- Pedro Paulo: 3,3%
- Waguinho: 2,7%
- Marcos Dias: 2,6%
- Carlos Portinho: 2,0%
- Não sabe / indeciso: 48,6%
- Branco / nulo: 12,9%
Somando as menções do primeiro e do segundo voto (cada entrevistado podia indicar até dois nomes), Benedita chega a 15,2% e Crivella a 10,1%. Pedro Paulo tem 5,8%, Jordy 5,1% e Waguinho 4,6%.
A rejeição no Senado é liderada por Crivella (13,0%), seguido de Benedita (10,0%) e Waguinho (6,9%). 41,5% não souberam apontar rejeição.
Na série estimulada, o bloco de indecisos no Senado cresceu de forma acentuada: de cerca de 20% no início de 2025 para 48,6% no primeiro voto em agosto de 2026.
Quem foi ouvido
O perfil da amostra: 52,8% mulheres e 47,2% homens. Por idade, 28,0% têm 60 anos ou mais, 25,1% de 45 a 59, 18,7% de 25 a 34, 17,6% de 35 a 44 e 10,6% de 16 a 24.
Na escolaridade, 41,9% têm ensino médio incompleto ou completo, 32,4% superior incompleto ou completo e 25,7% até o fundamental. A renda familiar de até três salários mínimos (R$ 4.500) responde por 69,1% da amostra.
Na religião, evangélicos são 41,7%, católicos 24,9% e quem não tem religião mas crê em Deus, 19,8%.
O campo durou quatro dias, com 23 entrevistadores, dois supervisores e um checador. Cerca de 20% dos questionários foram fiscalizados. A amostra foi desenhada com dados do Censo 2022, da PNAD Contínua do primeiro trimestre de 2026 e do TSE de junho de 2026. As entrevistas ocorreram em áreas de fluxo, em pontos sorteados aleatoriamente no estado.
A pesquisa não traz simulações de segundo turno. Os dados mostram, no entanto, um eleitorado ainda pouco definido para o governo na pergunta espontânea, um Senado com quase metade de indecisos no voto estimulado e uma polarização presidencial no Rio entre Flávio Bolsonaro e Lula, com vantagem estreita do primeiro e rejeição mais alta do segundo.
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