Marinho aponta manobra após Alcolumbre adiar votação de PEC
Senador criticou decisão sobre proposta que visa segurança pública
A decisão de Alcolumbre ocorreu após divergências entre governistas e oposicionistas sobre as mudanças previstas no texto, incluindo propostas para reduzir a maioridade penal.
Na quarta-feira (14), Marinho apresentou uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública para reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos de crimes graves, como crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organização ou associação criminosa.
Após o adiamento, nesta quinta, o senador acusou Alcolumbre e o Partido dos Trabalhadores (PT) de manobra. Por meio da rede social X, o parlamentar recomendou que a população vote no candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, em vez de Lula (PT), que tenta reeleição.
– O PT tem tanta resistência em reduzir a maioridade penal que preferiu manobrar junto a Davi Alcolumbre em vez de votar. Tiraram da pauta a proposta que protege o cidadão porque sabem de que lado Lula está: o de quem protege o criminoso. Dia 25 de outubro, vote 22 para eleger Flávio Bolsonaro presidente do Brasil! – escreveu Marinho.
No Senado, o líder da oposição questionou a decisão de Alcolumbre:
– Presidente, desculpe, eu estava fora do plenário. A retirada de pauta se deveu ao [pedido] do governo, é isso? – perguntou.
O presidente do Senado respondeu:
Não, a retirada de pauta se deveu à minha decisão da presidência do Senado Federal.
Marinho continuou a indagar:
– Mas eu pergunto a vossa excelência: é baseado em quê? Porque há uma expectativa da população.
Em seguida, Alcolumbre disse o posicionamento foi “baseado na decisão da presidência do Senado Federal”.
À imprensa, Marinho disse que a PEC atende ao anseio da sociedade.


Nenhum comentário:
Postar um comentário