FIM DO PESADELO
“Acabou, acabou, acabou!”. Teria sido maravilhoso para a torcida do Sport, ouvir os célebres gritos do Galvão Bueno, um dos maiores narradores da televisão brasileira, anunciando, no serviço de som do estádio da Ilha do Retiro, o término do Brasileiro da Série A edição de 2025. Alento maior não poderia existir para os rubro-negros após amargar a goleada — 4×0 — imposta pelo Grêmio.
“Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe”. O provérbio popular serve de consolo para os leoninos que estão convictos da chegada de um novo tempo, após testemunharem a página mais infeliz da história do Sport na Primeira Divisão Nacional.
Levando-se em conta que, a partir da terceira rodada de um total de trinta e oito, o time se efetivou na lanterna, nada mais correto do que afirmar que o Sport nunca esteve na Série A. Afinal, em toda a competição somou apenas 2 vitórias; 11 empates e sofreu 25 derrotas, ou seja, perdeu 66% dos jogos que disputou.
O último ato da tragédia leonina foi uma sequência de onze derrotas. Da 29ª rodada, disputada no dia 19 de outubro, até a 38ª rodada disputada neste domingo (7), o Sport perdeu dez jogos. Acrescenta-se a esta sequência negativa o jogo — Sport 1×5 Flamengo — válido pela 12ª, mas que somente foi realizado no dia 15 de novembro, na Arena Pernambuco. Nessas onze apresentações o time leonino sofreu 33 gols e marcou apenas 7.
A avacalhação da guerra fica bem caracterizada quando observamos que, das 25 derrotas sofridas por este circo mambembe, 12 foram na Ilha do Retiro, um palco onde, historicamente, o Sport se impõe diante dos adversários. Uma tradição que foi rasgada por um grupo de profissionais contratado por uma das diretorias mais incompetentes e desastradas da centenária história do clube leonino.
“Isso não é o Sport!”: a frase me foi dita pelo ex-técnico, Emerson Leão, que tem uma história de êxito e conquistas a frente do rubro-negro pernambucano. Peguei a lista dos jogadores que fazem parte do elenco de profissionais para uma rápida análise. Pincei os que são crias da casa, ou seja, foram revelados na base, e busquei quais os “estrangeiros” que se identificavam com a mística leonina. Deixa pra lá!
“Acabou, acabou, acabou…!”. Os pesadelos também acabam.
Por Claudemir Gomes*

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