O ex-gerente da Petrobras Roberto Gonçalves recuperou R$ 26,5 milhões que estavam bloqueados judicialmente após o ministro do STF Dias Toffoli anular seu processo na Operação Lava Jato. Os valores haviam sido repatriados da Suíça em 2020 e foram liberados em 18 de dezembro.
Toffoli declarou a nulidade de todos os atos processuais em setembro de 2025, apesar de o caso já ter passado por todas as instâncias e de o próprio STF, sob relatoria de Edson Fachin, ter mantido em 2024 a condenação de 17 anos e 9 meses, com voto favorável do próprio Toffoli.
O ministro tem anulado outros processos da Lava Jato — incluindo os de Marcelo Odebrecht e Alberto Youssef — alegando conluio entre Sergio Moro e procuradores e o uso indevido de provas da colaboração da Odebrecht.
Gonçalves foi condenado em 2017 por receber propinas da Odebrecht e da UTC, com depósitos de US$ 4,1 milhões na Suíça. Preso em 2017, cumpriu três anos em regime fechado. Em 2025, teve a prisão convertida em domiciliar por decisão do juiz Guilherme Borges e acabou solto após a decisão de Toffoli.
A Petrobras tentou manter o bloqueio para garantir reparação em ação de improbidade, mas Toffoli também barrou esse processo. A estatal pediu que a Procuradoria-Geral da República fosse acionada sobre a cooperação com a Suíça, sem sucesso.
Julio Schneider

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