Fachin: “Judiciário está imerso em crise, e é preciso enfrentá-la”
Edson Fachin Foto: Carlos Moura/SCO/STF
Presidente do STF criticou juízes que atuam como "agentes políticos"
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, admitiu que o Judiciário está imerso em uma crise institucional e frisou que é “preciso enfrentá-la”. A declaração ocorreu durante palestra na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, nesta sexta-feira (17).
É fundamental reconhecer que efetivamente estamos imersos, em relação à atuação do Judiciário, em uma crise que é preciso enfrentar, e enfrentar com olhos de ver e ouvidos de ouvir, sob pena de repetirmos para problemas novos soluções velhas, que significam simplesmente relegar os problemas sem resolvê-los – declarou Fachin.
O ministro defendeu que a Justiça não pode substituir o Poder Legislativo, o Executivo, o Ministério Público, ou a polícia. Ele frisou que a manutenção da democracia depende de limites a serem respeitados por todos os Poderes.
Segundo Fachin, juízes que agem como “agentes políticos” acabam por contribuir com a perda de confiança no poder Judiciário e a deterioração do Estado Democrático de Direito.
– Sempre que o juiz parecer estar atuando como agente político disfarçado de intérprete jurídico, perde-se a confiança pública. O Judiciário precisa falar pela força dos argumentos, pela transparência e pela fidelidade à Constituição. À política o que é da política, ao Direito o que é do Direito – assinalou.
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