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quarta-feira, 8 de abril de 2026

COM MEDO QUE CHEGUE NELE

Alcolumbre não irá prorrogar CPI do Crime Organizado

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado).

Comissão deve ser encerrada na próxima semana sem investigações


O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, informou nesta terça-feira (7) que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), optou por encerrar os trabalhos do colegiado. Com a negativa de extensão do prazo, a comissão, que teve início em novembro, deve concluir suas atividades oficialmente na próxima terça-feira (14).

Ao explicar a determinação da presidência, Vieira manifestou sua discordância. “O presidente decidiu não fazer a prorrogação. Ele justifica dizendo que se trata de ano eleitoral e, na visão dele, não é bom ter uma CPI tramitando. É óbvio que a gente não concorda com esse posicionamento”, disse o relator. O senador classificou a medida como um “grande desserviço à nação”, argumentando que o grupo ainda possui “assuntos importantes a analisar”.

Apesar da insatisfação, o parlamentar antecipou que não pretende buscar uma reversão jurídica no Supremo Tribunal Federal (STF). A cautela se baseia em um precedente recente de 26 de março, quando a Corte barrou a continuidade da CPMI do INSS por uma maioria de 8 votos a 2.

Vieira defendeu o legado da investigação até o momento, afirmando que “a CPI fez o que nenhuma outra conseguiu fazer antes, que é materializar o envolvimento de determinados ministros [do STF] com figuras que estão sob investigação”.

O relator também denunciou problemas no fluxo de informações enviadas pelo Executivo. Segundo ele, registros de transações financeiras efetuadas pelo Banco Master em benefício do escritório de advocacia da família do ministro Alexandre de Moraes só foram entregues à comissão nesta terça (7). O contrato em questão, firmado entre o escritório Barci de Moraes e a instituição bancária, prevê o pagamento de R$ 129 milhões ao longo de três anos.

Sobre o atraso desses documentos, Vieira não poupou críticas à gestão da coleta de dados:”deveriam ter chegado antes. Por algum motivo, a Receita esqueceu desses dados no primeiro envio”.

Juan Araujo

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