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sábado, 4 de abril de 2026

ELEIÇÕES 2026

Eleitorado tem seis meses para avaliar quem melhor lhe representa


A partir de hoje (4) são exatos seis meses para o primeiro turno das eleições deste ano. Mais de 150 milhões de brasileiros e brasileiras vão às urnas em 4 de outubro para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.

O eventual segundo turno está marcado para 25 de outubro. Em nível nacional, a disputa, neste momento, caminha para repetir a polarização do pleito de 2022, com os grupos do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se enfrentando novamente, só que desta vez com o filho mais velho do capitão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), contra Lula.

Em Pernambuco, o cenário se desenha também para a batalha entre dois polos, sendo um comandado pela governadora Raquel Lyra (PSD), pré-candidata à reeleição, e outro pelo ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, que tentará a vaga de chefe do Poder Executivo contra Raquel.

Raquel e João têm trajetórias na política lastreadas, sobretudo, pelas tradições de suas famílias, que sempre fizeram parte do poder em Pernambuco, com nomes de peso nacional como Miguel Arraes, Eduardo Campos, Fernando Lyra e João Lyra Neto. Essa disputa já começou desde o primeiro dia de mandato da governadora, em 2023, porque era esperado que ela buscasse à reeleição.

Como João Campos estava bem avaliado como prefeito e herda o legado político do ex-governador Eduardo Campos, seu pai, também imaginava-se que ele seria candidato em 2026. A construção das duas candidaturas vem sendo consolidada há, pelo menos, três anos e incendiou a política pernambucana, que praticamente girou em torno desse duelo com resultado a ser conhecido dentro de seis meses.

Mas, distante desse perfil, há também a pré-candidatura do jornalista e ex-vereador do Recife Ivan Moraes, que entra na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas pelo Psol, com um palanque alinhado à esquerda, buscando o voto ideológico e visando apresentar ao eleitorado uma alternativa aos grupos de Raquel e João.

A massa votante tem seis meses pela frente para analisar trajetórias, projetos, entregas, discurso e escolher quem merece uma oportunidade. Com a melhoria do acesso à internet nos últimos anos, ficou mais fácil pesquisar, buscar informações sobre aqueles e aquelas que concorrerão. Esses e essas, por sua vez, têm seis meses para convencer a população de que são as melhores escolhas. Que vença quem tiver mais disposição para, de fato, trabalhar pelo povo.

Por Larissa Rodrigues

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